Cultura e Lazer

Realizador sanjoanense André Gil Mata filma “memórias” na cidade

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Deverá estrear no próximo ano a longa metragem “Sob a Chama da Candeia”, do realizador sanjoanense André Gil Mata. O filme, sobre a(s) memória(s), foi rodado na casa que era da sua avó, localizada em S. João da Madeira.

O projeto já tem mais de 10 anos e para chegar até ele houve outro filme, conforme explica o realizador sanjoanense, André Gil Mata, em declarações a ‘O Regional’.
“O projeto já é bastante antigo. A ideia já existia quando eu fiz um outro filme, que acabei por fazer com material que estava a filmar como preparação para este filme”, explica o cineasta, esclarecendo que se trata de um projeto com “uns 14 anos”.
O filme rodado em S. João da Madeira, em junho, e que tem como título “Sob a Chama da Candeia” aborda a memória e as memórias do próprio cineasta.
“É um projeto sobre memórias pessoais minhas e sobre a casa onde a minha avó viveu a vida toda”, refere André Gil Mata.
Trata-se de uma casa localizada na rua Visconde, nas imediações da igreja paroquial e que ainda pertence à família do realizador, mas, neste momento, encontra-se à venda.
No filme, André Gil Mata tenta “recuperar” também as memórias que tem daquele espaço.
Assim, “Sob a Chama da Candeia” procura conjugar as memórias pessoais com a memória do espaço, resultando num “filme sobre a memória”, conforme defende o cineasta.
“Basicamente, é um filme sobre a memória, como rececionamos essa memória, como é que a memória se confunde um bocadinho com os nossos sonhos e como é que ela se vai transformando”, adianta o sanjoanense.
Questionado sobre se tem memórias da casa, André Gil Mata é assertivo: “eu sempre estive presente”.
Presença importante na construção do novo filme, a avó de André Gil Mata também já tinha inspirado uma outra obra de longa metragem (a que esteve na origem deste filme mais recente) sobre a perda. “Cativeiro” foi lançado em 2012 e já refletia sobre o espaço e o tempo, conforme se constata logo na sinopse: “Cativeiro é uma condição de confinamento, no espaço e no tempo. O ser cativo não é só e necessariamente um prisioneiro, também se torna próprio daquele lugar, a sua identidade projeta-se continuamente nesse espaço. Por sua vez, o próprio espaço do cativeiro não é inerte, caracteriza-se através de quem está ali contido; é moldado por essa experiência”.
Para já, “Sob a Chama da Candeia”, ainda não está em fase de montagem, nem há previsão de estreia, mas André Gil Mata assegura que “estreará certamente no próximo ano”.

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