Opinião

Palavras do tempo, no nosso tempo…

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Das minhas histórias…

Esta minha história no tempo… já tem muitos anos.
Entrei para a Oliva em julho de 1961 como, Apontador. Depois foi chamado para o serviço militar, abril/67. Quando regressei à empresa, maio/70, foi para um escritório (salão grande), onde existia vários departamentos e eu trabalhava num deles, em Marketing e Relações Publicas. O meu relacionamento com todos os diretores e colegas, pautou-se sempre pelo respeito mútuo, quer no trabalho quer nos relacionamentos pessoais. Nesse tempo, na Oliva, sabíamos ser “família”, e aqui entra uma colega, pessoa bem-disposta de quem todos gostavam. Ela tinha um rosto simpático, formas bonitas e vestia sempre saias curtas. No início da década 70, a minha mente sentia-se liberta para criar poesia e surgiu as “quadras poéticas”. Senti-me “ousado” e escrevi um poema dedicado a essa Colega, de boa-fé, com o título que se segue:

A ALGUÉM…
O fascínio do teu rosto
O teu sempre doce olhar,
Tudo em ti me arrepia
Até mesmo o teu andar…

Tais encantos tu possuis,
Coisas que é raro ver.
É uma bênção dos céus,
Que outras queriam ter.

O teu corpo irradia
A graça e a simplicidade.
És diferente de todas,
Talvez por não teres vaidade.

Só porque te digo isto,
Não te quero para mim!
Mas pra que seja sincero…
Gosto de te ver assim.

(Este texto foi publicado no Boletim “O Centro” nº. 62 (jul/ago-1971) do Centro de Cultura e Recreio OLIVA, casa onde servi como Secretário durante oito anos, e Presidente para o Biénio 1985/86).

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