Opinião

O combate entre a crença e a descrença!...

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Este combate não é uma luta entre duas equipas diferentes, mas um diálogo em conflito de coração a coração.
Para uns e outros há um espaço conjunto comum, o qual traça a união.
E qual é esse espaço?
A defesa do ambiente, a qual tantas vezes o Papa Francisco tem apelado, para que se consiga salvar o nosso planeta, ameaçado pelas alterações climáticas;
A construção da paz;
O favorecimento da justiça social;
Solidariedade para com os mais pobres;
Promoção da cultura;
Igualdade entre homens e mulheres;
Promoção dos direitos humanos, principalmente em defesa das crianças, obrigadas a trabalhar desde muito cedo, para suprir as carências económicas das famílias.
Não obstante, Nietzche afirmava com toda a convicção: Deus morreu!...
Para muitos isto é um dado adquirido.
Mas também é verdade, que o relativismo que tudo permite cada um a seu belo prazer, não sacia.
Deixa um vazio e uma pergunta sem resposta imediata: qual o sentido da minha vida?...
Os crentes muitas vezes têm Deus na boca, mas a sua vida é um contra testemunho e por vezes são piores que os descrentes.
O verdadeiro ateísmo é tolerante, sincero, respeitador da diferença.
Os ateus não são sensíveis à catequese que lhes impingirmos, mas sim a exemplos de vida.
S. Paulo, perseguidor dos cristãos, foi sensível à sua queda do cavalo e a uma luz fortíssima que o cegou, quando ia nesta missão. Achou isto um sinal de que o que ia fazer estava errado e foi o maior evangelizador de todos os tempos. Pelas suas cartas falava do seu exemplo a todos aqueles a quem se dirigia e aceitavam a sua mensagem.
Um dia no Areópago de Atenas, reparou em quantos deuses os atenienses adoravam e entre as estátuas deles, olhou com muita atenção a uma erigida ao deus desconhecido.
Louvou a religiosidade daquele povo, e as estátuas belíssimas erigidas em honra dos seus deuses e também referiu que entre elas estava uma erigida ao deus desconhecido.
Então fala-lhes da sua experiência e da sua vida, dizendo- lhes que respeitava muito a religião dos seus antepassados e que chegou a querer mandar matar os cristãos, seguidores de Jesus de Nazaré, morto por um governador romano Pôncio Pilatos, que eles já tinham ouvido falar ao historiador Flávio Josefo e à ação dos romanos ao crucificarem Jesus.
A fé tem de ser testemunhada na vida pública e privada.
Meus queridos leitores, a fé não é uma segurança nas trevas, mas é apesar de tudo uma esperança, na qual me posso firmar. O sol está por detrás das nuvens.

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