Desporto

Luís Vargas: “Se não se concretizasse este acordo, a ADS só receberia o valor líquido da transferência”

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O Presidente da Direção da Associação Desportiva Sanjoanense, Luís Vargas, emitiu um comunicado na sequência da transferência do atleta David Carmo para o Futebol Clube do Porto, explicando o acordo fechado teve em consideração a situação do clube.

O dirigente começa por referir que “há 13 anos, a ADS tinha 1,5 milhões de euros de passivo”, sendo que atualmente o valor “ronda os 400 mil euros”, pelo que considera serem 13 anos de “muitas dificuldades, muito sofrimento, muitas contas para pagar, mas o clube está às portas do centenário com outra vitalidade”.
“Em 2014, o atleta David Carmo reforçou os sub-17 da Sanjoanense. Uma época depois, foi vendido ao Braga, tendo a ADS ficado com 10 por cento dos direitos económicos após dedução de encargos e custas (resultado líquido) de uma futura transferência”, indica também, lembrando que no acordo assinado em julho de 2015 ficou estipulado que “os 10 por cento resultariam do valor líquido da transferência, após deduzido os encargos direta ou indiretamente resultantes do contrato, custos de intermediação, agenciamento, mecanismo de solidariedade. Valor liquido esse que só seria liquidado, 120 dias depois do SC Braga receber a última prestação acordada com o FC Porto”.
Segundo Luís Vargas, a ADS foi contactada “pelo SC Braga, no último mês, para alienar esses 10 por cento, e foi resistindo sucessivamente a várias propostas, pese embora o clube continuar a atravessar dificuldades de tesouraria”.
“Na passada segunda-feira, fechou-se com o SC Braga a venda dos referidos direitos económicos a troco de 950 mil euros, mais os 43 mil euros relativos ao mecanismo de solidariedade, que serão pagos pelo FC Porto à ADS. São cerca de 993 mil euros de uma venda absolutamente histórica para esta instituição, montante global pago no espaço de seis meses, dividido por três tranches, livres de encargos e outros tipos de custas, e que permitem à ADS não estar dependente dos prazos de pagamento acordados entre o SC Braga e o FC Porto (no mínimo 4 anos)”, explica igualmente Luís Vargas.
O dirigente reforça que “a união entre todos” deve “estar acima da ganância”, completando que foi considerando “as dificuldades vividas que se fechou este acordo”.
“Se não se concretizasse este acordo, a ADS só receberia o valor líquido da transferência e somente 120 dias após a última prestação paga pelo FC Porto ao SC Braga”, indica ainda, remetendo para o pedido ao Presidente da Assembleia Geral de convocaçãoo de uma reunião extraordinária de urgência para “de forma transparente prestar toda a informação aos sócios e simpatizantes”.

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