Sociedade

Programa de rádio apresentado em direto na praça no sábado

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É já no próximo sábado, dia 9, que a praça Luís Ribeiro recebe a apresentação do programa de rádio construído na quinta fase do projeto Interferências 1.0, que trabalhou com a comunidade local, tendo orientação de quatro artistas.

Mais do que a apresentação desta quinta criação, na qual culmina o projeto, há o “prazer do caminho”, conforme aponta a atriz Sara Barros Leitão, que orientou a primeira criação do Interferências, que decorreu no Museu do Calçado, em maio do ano passado.
“Num projeto como estes, o que menos importa é o resultado final e a expressão pública da coisa, interessa muito o processo, a relação que se cria com pessoas, a confiança, a relação que as pessoas criam entre elas”, sustenta Sara Barros Leitão a ‘O Regional’, frisando que tudo isso “acaba por ser fruto” do que os artistas vão “propondo e vai fazendo as pessoas sentirem-se à vontade, descobrirem-se”.
Assim, “até ao dia 9, continuamos em processo, a alterar coisas, a construir em conjunto”, vinca.
Sara Barros Leitão aponta ainda que a ideia de criar uma rádio tem também que ver com o facto de este ser um projeto artístico que “responde a um processo que possa ser altamente participado”. E, nesse sentido, considera que a construção de uma rádio, ainda que a sua apresentação dure apenas uma hora, “permite que todas as pessoas possam contribuir com ideias, textos, valências diferentes”.
A atriz refere que há quem prefira falar, quem opte por dar contributos para os textos, assim como houve pessoas que quiseram ir para a rua fazer entrevistas. “Outras pessoas gostam de ficar a ouvir a sua própria voz” e há quem tenha habilidades técnicas e fique na mesa de som, quem tenha habilidades plásticas e tenha participado mais na montagem do estúdio. São “muitas possibilidades”.
“O programa em si tem muito de cada uma das pessoas e quase todas têm uma rúbrica sua e isso é muito bonito”, diz ainda Sara Barros Leitão.
Questionada sobre se um projeto de comunidade como este pode deixar um vazio nas pessoas que nele participaram ou se, por outro lado, a riqueza que cria em cada uma não deixa espaço para o vago, a atriz acredita que há espaço para ambas as sensações “ao mesmo tempo”.

 

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3899 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 7 de julho de 2022

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