Sociedade

Procissão volta a juntar, dois anos depois, milhares de pessoas

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Após dois anos de suspensão devido à pandemia da Covid-19, a população de S. João da Madeira voltou a reviver com grande entusiasmo a maior celebração religiosa em honra de S. João Batista.

Saiu à rua, na tarde do último domingo, dia 26, a majestosa procissão em honra de S. João Batista, naquele que foi o ponto alto das Festas da Cidade e do Santo enraizado na tradição popular, que terminaram segunda-feira, dia 27.
Tratou-se de um regresso muito aguardado pelos fiéis, depois de dois anos sem festas, devido à pandemia da covid-19.
Álvaro Rocha, pároco de S. João da Madeira, refere que o balanço da procissão é “francamente positivo” mas adianta que até à Páscoa “houve alguma hesitação quanto à definição que havíamos de dar à procissão”, mas depois decidiram avançar para o “envolvimento completo da catequese”.
Segundo o responsável da Igreja em S. João da Madeira, os “pinos e os bancos que estão colocados quer na praça quer junto à Junta/CTT causaram muitos embaraços a quem tem de carregar andores e ainda precisa de contornar estes obstáculos”. “Temos algumas ideias para o futuro mas gostaríamos de conversar e refletir quer em ambiente paroquial, quer depois com a Comissão de Festas e a própria Câmara Municipal”, rematou.
No domingo, celebrou-se a Missa Solene do Padroeiro e, pelas 17 horas, a Procissão Solene, composta por 23 andores e cerca de 100 figurantes, este ano também com a presença de animais vivos, que desfilaram pela Rua Padre António Maria Pinho, Rotunda do Hospital, Av. Dr. Renato Araújo (Malisan), Rua Dr. Maciel (até à Colmeia), Largo de Santo António (entre Paços da Cultura e Correios), Rua Padre Oliveira, Rua Alão de Morais (até PSP), Av. Benjamim Araújo, Rua João de Deus, Rua Visconde de S. João da Madeira, terminando na igreja matriz. E como é tradição, muitas varandas dos prédios destas ruas estavam engalanadas com as melhores colchas, sinal de respeito, de festa e fé.
Recorde-se que, já nos inícios dos anos 60, a procissão era sempre o grande momento da festa a que se juntava uma outra tradição popular, que se perdeu no tempo: as segundas-feiras das merendas, uma iniciativa que juntava sempre muitas pessoas no Parque Nossa Senhora dos Milagres, e servia para partilharem as merendas umas com as outras. Tratava-se de um momento de união, confraternização entre os sanjoanenses, famílias, amigos.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3898 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 30 de junho de 2022

 

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