Sociedade

Marchas: “um ponto de encontro de várias gerações”

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Trata-se de uma tradição com cerca de 30 anos e é sempre um motivo de grande orgulho para quem assiste e, principalmente, para quem participa. Uma a uma, as Marchas Populares mostraram o resultado de várias semanas de trabalho.

Mais de 2000 marchantes voltaram a encheram a cidade de cor e muita tradição, num evento que marcam todos os anos Festas de S. João, em S. João da Madeira. Este foi um regresso muito aguardado depois de dois anos de interregno devido à pandemia da Covid-19 que impediu a realização das mesmas.
Inicialmente agendadas para a noite do dia 24 a autarquia decidiu adiar, “por medida de precaução”, para a última segunda-feira, dia 27, “A cidade saiu à rua, unida em torno das suas crianças”. A frase é de Jorge Vultos Sequeira, Presidente da Câmara de S. João da Madeira, relativamente a uma tradição de longos anos na cidade. Garantiu que “as marchas são um ponto de encontro de várias gerações e um exemplo da excelência e dedicação das nossas escolas”. O autarca agradeceu aos professores, pais e auxiliares de ação educativa. “Foi um momento extraordinário, de união em torno das crianças”. Fez ainda questão de salientar o trabalho da proteção civil, bombeiros e PSP, voluntários do município que “trabalharam para que tudo corresse muito bem”.
Arrancaram à hora marcada. Ali tudo voltou a ser pensado ao pormenor. Apesar do tempo ser sempre “muito pouco” para que alunos, professores e encarregados de educação possam conciliar, em simultâneo, várias atividades, unindo esforços, ano após ano, para que nada falhe e tudo esteja pronto a tempo. Os trajes começam todos os anos a ser preparados no início do 3.º período, mas o grande corre-corre é sempre nas últimas semanas que antecedem o desfile, para que as cores e os arcos se destaquem na festividade.
As marchas voltaram a descer a Avenida da Liberdade e contaram este ano com 16 grupos: A abrir o Centro Infantil de S. João da Madeira, em estreia neste evento, o Abrigo Infantil das Laranjeiras e a Creche Alberto Pacheco. Seguiu-se o Centro de Educação Integral, a Escola de Fundo de Vila e Escola do Parque, a Escola das Fontainhas, Conde Dias Garcia, Casaldelo, Carquejido, Parrinho e EB 2/3, Jardim-de-infância da Devesa Velha, Jardim-de-infância das Travessas, Escola dos Ribeiros e, finalmente, a Escola do Eapadanal que, este ano, encerrou o desfile.
‘O Regional’ conversou com algumas crianças e encarregados de educação, durante o desfile. Encontrou mães e pais orgulhosos e crianças entusiasmadas com toda a dinâmica, que regressa dois anos depois, sendo para várias crianças a primeira oportunidade de participar nas marchas da cidade. O balanço, verificado no local, foi francamente positivo, conforme revelam os testemunhos.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3898 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 30 de junho de 2022

 

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