Sociedade

Trabalhadores das Águas de S. João dizem-se “vítimas de assédio moral”

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Funcionários da empresa Águas de S. João, EM. SA dizem estar a viver dentro desta empresa municipal um ambiente de trabalho “repressivo e antidemocrático” com gestão “autoritária” e alertam mesmo para assédio moral.

Os funcionários das Águas de S. João, EM. SA. Concessionaria da água em S. João da Madeira, garantem estar a viver “um ambiente de trabalho repressivo e antidemocrático, pela gestão autoritária do posso quero e mando” acusando o diretor Geral daquele serviço de voltar aos “tempos do caciquismo”. O Conselho de Administração das Águas de S. João em declarações a ´O Regional’ “refuta as acusações”, considerando-as “completamente infundadas e difamatórias”.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) refere em comunicado que nesta empresa, da qual a autarquia sanjoanense detém a maioria do capital (51%), há “assédio moral” aos trabalhadores “com testemunhas oculares” garantem mesmo que há “burnout, e ações psicológicas sobre algumas e alguns trabalhadores, em que se nota já em algumas doenças depressivas” alertando para “um ambiente de grande tensão, propenso a conflitos entre trabalhadores”.
A mesma fonte diz que é “habitual constranger os trabalhadores, sujeitando-os a uma enorme pressão psicológica, física, obrigando-os a prestar/assinar declarações sem a presença de um advogado”.
Esta fonte sindical refere que o Conselho de Administração já tinha sido alertado numa reunião entre o STAL e o Presidente para a situação “que afetam os trabalhadores”, e lamentam que até ao momento “não tenha feito diligências no sentido de apurar a verdade sobre uma gestão opressiva e inquietante”.
A mesma fonte sindical acusa ainda esta empresa de colocar “câmaras de vídeo vigilância e gravação nos serviços Administrativos e Estaleiros com dispositivos de visualização de fácil acesso em qualquer lugar via internet 24 horas por dia a filmar as trabalhadoras com acesso direto ao Diretor Geral”.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3898 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 30 de junho de 2022

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