Cultura e Lazer

URAP apresenta livro sobre prisões políticas de Angra do Heroísmo


A União dos Resistentes Antifascistas Portugueses vai apresentar a sua mais recente publicação, em S. João da Madeira, na próxima sexta-feira (dia 17) às 21h30, na Biblioteca Municipal.

O livro "Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo" conta as histórias, a vida e o sofrimento de mais de 600 antifascistas, os quais, durante 10 anos (1933/1943), em Angra do Heroísmo, "viveram tempos desumanos e cruéis nas prisões políticas: Fortaleza de São João Baptista e Castelo de São Sebastião (Castelinho) e, dentro das suas muralhas, em masmorras sórdidas onde a barbárie habitava: Poterna e Calejão", conforme se lê na sinopse do evento.
A apresentação estará a cargo de António Vilarigues, do Conselho Nacional da URAP.
Em declarações a 'O Regional', o sanjoanense Jorge Cortez informou que estão a ser feitas apresentações deste livro em vários pontos do país, como foram de outras publicações, entre as quais, 'Forte de Peniche. Memória, Resistência e Luta'. Indicando que "não há registos" de sanjoanenses que estiveram em Angra do Heroísmo, sublinha que noutras zonas como Peniche, Coimbra, Porto e Caxias já existem registos nesse sentido.
Cortez lembra ainda que as prisões de Angra do Heroísmo foram instaladas antes da instalação do campo do Tarrafal e justifica a apresentação na cidade pela "resistência muito grande ao regime", exercida por S. João da Madeira.
"Tempos de infâmia e de vergonha, mas também tempos de coragem, de resistência e luta. Neste livro se contam, para que a memória permaneça atuante e viva e a História registe a verdade dos dias de cativeiro desses antifascistas (que nestas páginas se homenageia e nelas inscrevem o seu nome), suas angústias, seu modo sagaz de torcer o destino, de inventar a claridade em tempo de trevas", lê-se sobre a obra na página da URAP.

 

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