Sociedade

Augusto Canário e Syro nas Festas da Cidade

• Favoritos: 2


Augusto Canário e Syro são os cabeças de cartaz das Festas da Cidade 2022. S. João da Madeira volta a estar em festa, numa programação que tem ainda como momento alto as Marchas Populares e encerra com o tradicional espetáculo de pirotecnia

Estão enraizadas na tradição e na identidade cultural da cidade. Augusto Canário e Syro são os dois nomes principais escolhidos como as grandes atrações musicais para animar as Festas da Cidade 2022, que decorrem de 22 a 27 de junho em S. João da Madeira.
A confirmação dos nomes do artistas “que nunca atuaram em S. João da Madeira”, foi feita por um elemento próximo da Comissão de Festas, à nossa reportagem, que assegura que muitos nomes estiveram em cima da mesa, “mas nem todos tinham já disponibilidade”, e, mais uma vez, “foi necessário jogar com os orçamentos”, considerando tratar-se de “dois nomes fortes da música portuguesa, cada um ao seu estilo”, e que, “certamente, trarão milhares de pessoas” a esta festividade que “é muito aguardada”.
Augusto Canário, em declarações a ‘ O Regional’, disse que o seu concerto está agendado para o dia 22, quarta-feira, e confirmou que, como Augusto Canário e amigos, é mesmo a primeira vez que atua em S. João da Madeira. O cantor popular do Alto Minho, não escondeu o “gosto e satisfação” de poder cantar nas Festas da Cidade, uma vez que tem uma “afinidade” com a região, com muitos amigos desta cidade e arredores, já que as suas concertinas “são tratadas em termos eletrónicos no senhor Reis, que é de S. João da Madeira”. A juntar a tudo isto, e apesar de não ser do concelho sanjoanense que os seus chapéus amarelos “saem”, mas são fabricados numa empresa de Macieira de Sarnes, em Oliveira de Azeméis.
Subir ao palco, logo no primeiro dia, será uma “satisfação”. Será o seu espetáculo “normal” que percorre, atualmente, o país, que incluiu as suas canções novas, terá as cantigas ao desafio, que fazem parte do reportório do artista. “Será um concerto de duas horas com música ao vivo”, e promete colocar as pessoas a “cantar e a dançar”, para que, por momentos, esqueçam a “guerra e a pandemia que ainda nos acompanham”.
Por sua vez, Syro, que ao que tudo indica encerrará a festividade, é um dos nomes mais promissores da música portuguesa da atualidade. Músico, cantor e compositor começou a lançar os seus temas em nome próprio em 2018, com o êxito Deixa Passar, mas foi em 2020 que, com o tema  “Perto de mim”, disco de ouro, que a popularidade do artista disparou. O artista participou na edição deste ano do Festival da Canção.

Marchas Populares vão juntar 2000 crianças

Uma vez mais, vão ser as crianças das escolas do ensino básico de S. João da Madeira que vão dar vida às Marchas Populares, que marcam o arranque das festividades do S. João na cidade. Assim, dia 24, pelas 21h00, cerca de 2000 crianças trajadas, desfilarão pela Avenida da Liberdade, junto ao edifício do Município e Jardim Municipal.
Fonte da autarquia reforça a vertente religiosa como um dos momentos altos da festividade, nomeadamente a procissão das velas, a eucaristia festiva ao padroeiro e a procissão religiosa, domingo de tarde. Os festejos encerram, como todos os anos, com o fogo-de-artifício. Todos os espetáculos têm toda entrada gratuita.
Não foi possível apurar qual será a comparticipação do município, uma vez que a verba será aprovada na próxima reunião de Câmara. O restante é adquirido no peditório “porta a porta”, que já decorre há longas semanas. A nossa reportagem tentou uma reação junto do responsável pela Comissão de Festas há quatro décadas, Adelino Calhau, o rosto da principal romaria sanjoanense, mas o mesmo não se mostrou disponível para prestar declarações a ‘O Regional’.
Recorde-se que este responsável, em entrevista ao nosso jornal em 2021, assumiu que anda “nesta vida há 40 anos e, todos os anos, sigo o mesmo ritual: na noite das festas, coloco-me no meio da estrada, cá em baixo, a olhar para a Casa da Criatividade, e o meu ego fica cheio. Fica cheio porque é uma multidão, são milhares de pessoas”. Questionado, na altura, relativamente à perspetiva do futuro depois da pandemia que impediu a realização da festividade, frisou que seria “muito mau” se as festas não se realizassem, atendendo que “há muita gente a viver das festas. Os barraqueiros, os homens das diversões, os fartureiros, entre outros. Se as festas forem obrigadas a parar, estas pessoas vão ter que mudar de vida”, dizia ainda na entrevista o responsável.

2 Recomendações
40 visualizações
bookmark icon