Cultura e Lazer

Área Metropolitana do Porto debateu a cultura em S. João da Madeira

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Com o objetivo de alcançar uma versão zero de uma carta metropolitana para a cultura, representantes dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), técnicos, docentes e outros agentes culturais estiveram reunidos na terça-feira, dia 31

O evento foi promovido pela AMP, com o apoio da Câmara de S. João da Madeira e teve como objetivo dar o primeiro passo para a elaboração de uma carta metropolitana para a cultura.
O presidente sanjoanense, Jorge Vultos Sequeira, considerou que se trata de uma “iniciativa muito importante, porque a cultura é muito importante”. Na sessão de abertura, o autarca vincou o AND cultural de S. João da Madeira “iminentemente industrial” e apontou a importância de haver “ferramentas para proteger os artistas e os criadores”, dando-lhes “condições financeiras” para que possam desenvolver o seu trabalho.
Do programa fizeram parte painéis sobre participação e comunidades locais; património cultural; parcerias e financiamento e ainda uma comunicação do investigador espanhol Nicolás Barbieri, sobre políticas culturais locais.
Entre as soluções apontadas, no final da conferência, foi mencionado o trabalho em rede e intermunicipal, o planeamento estratégico, bem como o mapeamento do território, do património, dos agentes e dos públicos da cultura. Tendo sido assinalado que, primeiro, será importante fazer um “mapeamento dos mapeamentos” já realizados em contexto académico.
Trabalhar diretamente com as comunidades é outra solução identificada, assim como foi frisada a relevância de se trabalhar o conceito de cultura (isto é: o que se vai considerar cultura).
As conclusões indicaram ainda que a criação de valor também não pode ser descartada, assim como olhar a sociedade civil enquanto promotora e parceira das atividades culturais e a AMP enquanto parceira e intermediária entre os munícipios.
A necessidade de ouvir o setor cultural foi igualmente mencionada, assim como ouvir o movimento associativo popular e o público: “aqueles que fruem da cultura”. Programação cultural e política cultura, dois espectros apontados como distintos, devem dialogar, de acordo com outra conclusão da conferência.
Além disto, foi referida a importância de criar estabilidade para os profissionais do setor, bem como fazer a avaliação dos resultados das medidas que se implementarem, num contexto em que para compreender a cultura como bem público será necessário investimento público, conforme foi indicado.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3894 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 2 de junho de 2022

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