Saúde

Número de autotestes vendidos dispara nas farmácias da cidade

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O número de autotestes à covid-19 vendidos nas farmácias disparou nas últimas semanas. O Governo acabou com os testes rápidos grátis no início do mês, mas desde terça-feira é possível voltar a ter comparticipação, agora com prescrição médica.

Numa ronda pelas farmácias de S. João da Madeira, verificou-se um aumento, em muitos casos superior ao quádruplo, da venda de autotestes.
“Sempre vendemos muitos testes, mas, há duas, três semanas, a procura tem sido maior”, refere a responsável de uma farmácia. No seu entender, os testes gratuitos faziam sentido, por um lado, já que “muitas pessoas precisam de fazer teste, não conseguem a prescrição, acabam por ter de pagar o teste”. Por outro lado, “a forma como está a ser pensado — a pessoa vir com prescrição médica, caso se justifique a realização de teste — será um processo mais correto, pois também havia pessoas que faziam testes gratuitos simplesmente por terem acesso a eles”, indicou, na segunda-feira, ao nosso jornal.
Quando aos testes rápidos, que algumas farmácias continuam a fazer, a procura continua, embora tenha havido uma quebra, já que o Governo decidiu o fim dos testes gratuitos no início deste mês. Até então, cada pessoa tinha direito a dois destes testes por mês.
Das quatro farmácias com que ‘O Regional’ falou todas confirmam o aumento da procura dos autotestes nas últimas semanas.
“Desde o início do mês, a procura foi crescendo e, nas últimas semanas, aumentou muito mais”, sustenta fonte de outra farmácia, completando que continuam a fazer testes rápidos, por exemplo a pessoas “que precisam de certificado para viajar”, aliás, “diariamente” fazem desses testes, mas reconhece que havia mais procura quando eram comparticipados.
Enquanto que em abril esta farmácia vendia 50 autotestes por semana, nas últimas duas semanas já vendeu quase 500 (ou seja, uma média de 250 por semana). O número médio de testes vendidos por semana quintuplicou.
Confirmando o aumento “grande” da venda de autotestes nas últimas semanas, há ainda uma farmácia sanjoanense que revela que os testes rápidos também têm procura, mas é mais “difícil” já que como “o Estado deixou de financiar a quebra foi enorme”. Se em abril foram vendidos 100 autotestes, só este mês, até segunda-feira, dia 23, já foram vendidos quase 500 nessa farmácia.
Os autotestes rondam, neste momento, os 2€, enquanto que os testes rápidos (feitos na farmácia) têm o valor de 15€, tendo deixado de ter comparticipação desde o início do mês. Entretanto, desde terça-feira, dia 24, o Governo decidiu voltar a comparticipar os testes rápidos de antigénio através de prescrição médica. Uma medida justificada pelo aumento do número de casos positivos à covid-19 e que se vai manter pelo menos até 30 de junho.
Contactada por ‘O Regional’, fonte do CHEDV confirma um aumento de internamentos este mês. Em abril, houve 120 internamentos, enquanto que em maio já se registaram 180 desde o início do mês. Sendo os relatórios bissemanais, no fim-de-semana passado havia 65 internamentos. A mesma fonte refere ainda que, das pessoas internadas, há um equilíbrio entre homens e mulheres e que uma “grande percentagem tem acima de 80 anos”.

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