Sociedade

Infiltrações e bolor estão a destruir o interior de uma casa social

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Quando chove, a água enche baldes no quarto, a humidade não permite que tenham luz em vários espaços da casa. O bolor há muito que tomou conta das paredes e a humidade está a destruir todo o interior de uma habitação social, onde residem três irmãs

Quando chove, a água enche baldes no quarto, a humidade não permite que tenham luz em vários espaços da casa. O bolor há muito que tomou conta das paredes e a humidade está a destruir todo o interior de uma habitação social, onde residem três irmãsO estado em que a casa se encontra deixa Maria Eduarda Gomes transtornada, sem conseguir conter as lágrimas. “Não consigo ter a casa bonita, cheirosa e com paredes limpas. As madeiras já estão todas podres, porque entrou muita água, o exaustor já caiu e, agora, até a sanita descolou”, refere esta moradora de uma habitação social, na Rua Alão de Morais, em S. João da Madeira.
Depois da morte da mãe, há 14 anos, ficou a viver na mesma habitação com as irmãs. Uma é “deficiente profunda” e a outra tem problemas psicológicos, revela.
Maria diz-se “cansada” desta situação e de ser “ignorada ao longo de vários anos”, uma vez que as humidades nesta casa remontam ao tempo em que a progenitora ainda era viva. “As condições desta casa agravaram a partida da minha mãe. Ela chegou a acordar com os cobertores encharcados com tanta água. Isto não é de agora. Vem já de outros autarcas”, lembra.
A única inquilina da empresa municipal Habitar S. João naquela entrada diz ter reunido no final do ano passado com o presidente da Câmara. “Foi simpático. Tomou conhecimento das condições em que vivemos neste último andar. Temo muito pela saúde das minhas irmãs que são mais frágeis. Ninguém tem saúde com o cheiro a mofo, humidade e com bichos nos armários da cozinha. Maria Eduarda diz que deixou o “tempo andar”. A dada altura enviou “vários” emails e fotos para a empresa municipal Habitar S. João, dando conta da “destruição” que as infiltrações provocaram no interior da casa, mas, ao que parece, essa mesma informação não terá chegado aos responsáveis do município. “A Habitar nunca me respondeu a nada”, garante.
Conseguiu, “a muito custo”, uma reunião com a vereadora da Habitação Paula Gaio, na última semana. “Percebi que não tinha” conhecimento dos alertas anteriormente enviados para esta empresa da Câmara Municipal.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3891 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 12 de maio de 2022

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