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“Nas IPSS, também tivemos heroínas a combater a Covid-19”

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Simplício Gomes de Pinho é o atual presidente da instituição e um dos fundadores da ACAIS-Associação do Centro de Apoio aos Idosos Sanjoanenses Aos 89 anos é um homem de sonhos por aquela que considera ser a sua segunda casa.

Jornal O Regional – A ACAIS assinalou 27 anos de existência no apoio aos idosos Sanjoanenses. De que forma a instituição assinalou a efeméride?
Simplício Gomes Pinho. É verdade. Fez dia 11 de abril, precisamente, 27 anos que foi celebrada a Constituição da Instituição. Ao longo de todos estes anos, a ACAIS cresceu e continuou sempre a prestar um serviço de ação social de qualidade e adequado à satisfação das necessidades dos sanjoanenses, com a abertura das respostas sociais de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. O nosso desejo é que venham muitos mais anos, de muita alegria, amor, boa disposição e dedicação!
O seu nome está ligado a esta instituição, desde a sua fundação, em 1993. Todos estes anos depois, tem, hoje, a Instituição com que sempre sonhou?
Sim, com muitos sacrifícios, desde a sua fundação, mas é uma instituição que está aberta aos sanjoanenses que precisam deste tipo de serviço, e isso é uma grande satisfação para mim.

Qual é, afinal, o grande papel da ACAIS na comunidade em que se insere?
Prestar cuidados que satisfaçam as necessidades dos nossos utentes, ajudando a prevenir situações de dependência e promover a autonomia. Ajudar a pessoa idosa, mantendo-a no seu meio habitual de vida. Contribuir como retaguarda das famílias.

Que projetos tem, neste momento, para a instituição?
Um desejo antigo. Expandir o edifício II, proporcionando aos clientes mais qualidade de vida, criando espaço físico que permita mais e diversificadas atividades lúdicas, físicas de lazer.

Estamos a falar de um terreno que foi cedido pela Câmara Municipal…
Exatamente. Um terreno aqui ao lado, cuja escritura já foi assinada. Neste momento, estamos a realizar candidaturas que se enquadrem neste projeto que já foi apresentado aos sanjoanenses. As candidaturas nem sempre são fáceis, exigem determinados critérios, obrigam, da nossa parte, a um investimento que nem sempre é possível. Lutaremos até conseguir a realização deste sonho tão necessário.

Quer com isso dizer que o Edifício II já não dá resposta às necessidades da instituição?
O edifício II não responde à totalidade das necessidades dos clientes, preocupa-nos a qualidade e bem-estar dos utentes, não podemos restringirmos à alimentação nem funcionar como um depósito de pessoas. Desde da sua criação, este edifício apresenta ter poucas salas/espaços para os nossos utentes. Deveriam existir espaços maiores para certas atividades como, por exemplo, ginástica. O nosso professor ou dinamiza a atividade numa sala indicada, que é manifestamente pequena, ou na sala de estar dos nossos utentes. Outra situação com que nos deparamos é a falta de espaço exterior controlado, para que possamos realizar atividades ao ar livre ou, simplesmente, passear. Temos, atualmente, 19 utentes, mas já tivemos 48, um número que queremos voltar a recuperar, mas com as devidas condições.

Dentro da Instituição há utentes distintos, que precisam de cuidados diferentes. Como gere a instituição, atualmente, esta situação?
A cada utente é feito uma avaliação de diagnóstico, que permite avaliar as necessidades e potências de desenvolvimento, sendo recolhidas várias informações sobre o estado de saúde, aspetos relacionados com as capacidades físicas, funcionais e cognitivas. Depois deste diagnóstico, é feito um plano, de acordo com as necessidades e capacidades específicas de cada um, onde são definidos os serviços e atividades a desenvolver. Estas atividades e serviços são reavaliados periodicamente e reajustados sempre que necessário.

A vossa área de intervenção sai também fora da cidade…
Sim. A nossa área de intervenção é o concelho de S. João da Madeira e zonas limítrofes. Neste momento, prestamos serviços também a clientes residentes em Cucujães, Arrifana, S. Roque, Milheiros de Poiares e Nogueira do Cravo.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3890 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 5 de maio de 2022

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