Cultura e Lazer

‘Aldebarã’: um espetáculo inclusivo que veio à cidade para inspirar criadores

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Arrancou no fim-de-semana passado o Festival de Teatro. Depois de dois anos confinado, o evento regressa aos palcos da cidade, estreando-se com um espetáculo inclusivo, que pretende inspirar os grupos locais a explorar a linguagem desta arte.

No sábado (dia 26), decorreu uma oficina de criação artística. No domingo (dia 27, Dia Mundial do Teatro), deu-se início aos espetáculos de teatro, com o único grupo de fora da região, a companhia Terra Amarela, que levou ao palco da Casa da Criatividade a peça ‘Aldebarã’.
Para o responsável da Terra Amarela, que também orientou a oficina de sábado, “foi uma experiência muito boa, toda a organização das iniciativas foi extraordinária”. “Ficamos muito felizes, na oficina, por receber o grupo que recebemos, que pertencia a uma casa de acolhimento”, acrescentou Marco Paiva.
O criador sustenta que se trata de “uma experiência muito rica perceber que o teatro pode desmistificar uma série de conceitos e ao mesmo tempo também colaborar para um conhecimento mais profundo da identidade de cada um”.
Marco Paiva fala ainda de um “feedback muito positivo do público” de ‘Aldebarã’, revelando que foram recebidas algumas mensagens, nas redes sociais da Terra Amarela, de pessoas que assistiram e que “ficaram felizes com o espetáculo e ao mesmo tempo muito curiosas” sobre o trabalho da plataforma. “A maior parte nunca tinha visto em cena a língua gestual, não como serviço, mas, como parte do objeto artístico”, completa o responsável.
O desejo da Terra Amarela passa por “fazer uma reflexão sobre a linguagem do teatro”, sobre como a diversidade dos intérpretes e criadores pode trazer vantagens ao espetáculo. Nesse sentido, esperam que a apresentação de ‘Aldebarã’ em S. João da Madeira contribua para inspirar artistas e criadores a “pensar a linguagem teatral de forma mais diversa”, encontrando novas ferramentas de trabalho.
A criação de uma rede de coproduções e parcerias, alargada por todo o território, é também um dos objetivos da Terra Amarela. “Que possam não só receber os espetáculos que fazemos, mas que possamos levar ações de formação que ajudem as equipas que estão nesses territórios a adquirir ferramentas para implementar projetos que tenham estas premissas da inclusão”, justifica Marco Paiva, recordando que a ligação à cidade começou na Semana da Juventude dos Ecos Urbanos, em 2021, uma “primeira aproximação feliz”.
“Ficou aqui uma vontade grande de continuamos este caminho”, afiança o criador.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3885 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 31 de março de 2022

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