Educação

“Afinal, para que serve a Semana da Leitura?”

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Esta foi a questão lançada pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) no final da Semana da Leitura 2022, um desfio do Plano Nacional de Leitura.
No caso do Agrupamento João da Silva Correia uma semana não chegou para se desenvolverem todas as atividades previstas, pelo que a semana foi alargada a uma quinzena. E questionámo-nos: o que fazemos? para que fazemos?
Fazemos o que é preciso para que a leitura seja efetivamente algo presente na vida de alunos e adultos. E não o fazemos apenas nesta semana ou semanas de março. Fazemo-lo diariamente. Fazemo-lo com a consciência plena que a leitura é a base do conhecimento e o conhecimento é poder. “Não ler é sempre mais perigoso do que ler”, escreveu Miguel Esteves Cardoso, numa das suas crónicas. Não ler é, de facto, muito perigoso porque nos impede de vivermos com todas as capacidades que a leitura desenvolve.
Não ler é perigoso porque nos torna submissos, sem ideias próprias, deixando que outros decidam por nós, nos manipulem. Como escreveu António Lobo Antunes “A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo.”
Assim, e citando a RBE, “a Semana da Leitura vem abanar consciências, lembrar o risco de não capacitarmos as nossas crianças e jovens, a nossa população, se não conseguirmos assegurar que todos leiam verdadeiramente.”
E foi a festa da leitura o que aconteceu em todo o Agrupamento JSC, entre 7 e 18 de março.
Do programa constou a participação em concursos de escrita, de fotografia e de leitura em voz alta, encontro com Ana Oliveira, autora do livro A vassoura que desvassourou, performances poéticas no âmbito da Poesia à Mesa, com Paulo Condessa e Pedro Freitas, numa parceria com a Autarquia, destaque para a evolução do papel das mulheres, com conversas e pesquisas na biblioteca, estafeta de leitura de poemas, leituras matemáticas em sala de aula, apresentação de livros e de personagens dos livros através de ilustração, texto e/ou podcast e ainda a participação na atividade “Poesia na corda” para onde foram enviados mais de 70 poemas.
Desta forma, com insistência e persistência, os resultados ver-se-ão.

Restantes ar­tigos dis­po­níveis, na edição nº 3884 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 24 março de 2022

 

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