Sociedade

“Ser pai faz-me sentir útil e importante todos os dias”

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Sábado, dia 19 de março é dia do Pai, e são cada vez mais os homens que estão a vivenciar a experiência da paternidade depois dos 40 anos. Fomos descobrir as vantagens e desvantagens de ser pai mais maduro.

“Tem vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Somos mais maduros, mais experientes, mais serenos e menos impulsivos, mas também tem o inconveniente de algum cansaço natural da idade”, refere Alcino Pinho, um dos muitos homens que conheceu a paternidade aos 44 anos. Entende que, teoricamente, poderá haver mesmo uma idade ideal para ter filhos, mas “cada um tem o seu percurso de vida e o momento próprio”. No seu caso, não tem dúvidas, que, neste momento, se sente mais preparado para ser pai do que em qualquer outra altura da sua vida.
Aos 48 anos, explica a ´O Regional’ que ser pai é uma experiência “única de amor incondicional, preenchida com acontecimentos novos a cada instante, que me trouxe uma nova forma de ver e abordar o meu quotidiano”.
Alcino, apesar de sentir, desde sempre, que tinha um lado paternal, “na verdade, não pensava muito no assunto e achava mesmo que nunca iria ter filhos, mas quando aconteceu não hesitei”, enfatiza.
Com o nascimento da sua filha deu-se a revolução. “Foi uma reviravolta na minha vida. Uma entrega total a este novo ser”, que ensinou a Alcino Pinho que “podemos ser felizes com coisas tão simples como brincar às escondidas ou às apanhadas, ao fim do dia”.
Desde o nascimento da “sua menina” que faz questão de ser um pai “presente e divertido”, que tenta, em conjunto com a mãe e avós, “dar a melhor educação possível, ensinando-lhe que deve ser educada, responsável, humilde e solidária”.
Alcino faz ainda questão de referir que “o amor incondicional” que sente pela filha “implica o receio natural de que algo de mal aconteça, como um acidente ou um problema de saúde, porque na vida acontecem situações imprevisíveis a que somos alheiros e com as quais temos de conviver e aceitar”. Por outro lado, assume que existe ainda o receio “de podermos falhar na educação que lhe damos e que queremos que seja o melhor possível”. No entanto, “sem dificuldades e receios, não existiria o sentimento de felicidade. Por isso, temos de aceitar os receios como parte deste caminho, e viver um dia de cada vez, aproveitando cada dia ao máximo”, remata.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3883 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 17 de março de 2022

 

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