Opinião

O espírito da Jeanne!

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A Câmara Municipal, em boa hora plantou um mini campo de basquetebol num parque gentilmente cedido por uma senhora que deve ter sido maravilhosa e que não tive a honra de conhecer, de seu nome Jeanne Philippet Araújo. Podia ter sido um campo completo, mas não foi... ficaram-se por uma coisa com duas tabelas da basquete, enfim! É melhor algo do que nada...
Os rapazes que habitualmente frequentam aquele espaço trocam mensagens dizendo: “Encontramo-nos na Jeanne!”. Ali divertem-se, confraternizam, mostram as suas melhores habilidades basquetebolistas, etc. Reencontram-se... porque a sua maioria são estudantes universitários. Convidam amigos das suas faculdades a virem experimentar jogar na Jeanne... Não importa quem ganha, dizem-me que é o espírito da Jeanne! Estes jovens não conheceram a senhora em causa, mas tenho a certeza que agarraram o espírito e o maior de todos: a amizade!
O nome desta senhora deve ser enorme, porque só pelo facto de se divertirem num espaço que era sua pertença estes jovens, sem a conhecer, dizem ter o espírito da Jeanne! E acreditem, tenho cá em casa um dos jovens que usufrui desse espaço, e, nunca senti qualquer pontinha de ciúme pelo facto de me dizer que agarraram o espírito da Jeanne... Só me orgulho desse facto. E quando ele me diz isso sinto como uma lágrima a correr pelo meu rosto, e, que feliz eu fico!
Estes jovens tem a capacidade de homenagear, sem grandes parangonas, completamente desnecessárias... Fazem-no porque eles são o futuro e não esquecem o passado como força motivadora para serem diferentes. Não tenham medo de lhes dar uma oportunidade.
Já agora, que aqui estou... e tenho a palavra, digamos a letra, o dito parque que foi cedido por Jeanne Philippet Araújo, tem o nome de um ilustre escritor de Ossela, Ferreira de Castro.
Nos livros, proponho-vos “A selva”, de Ferreira de Castro.
Na música, James Brown.
Sabe bem ir embalado, pondo palavras e mais palavras, na esperança de que pelo menos um sorriso consigo pôr nos vossos rostos. Fico feliz quando vos encontro e me dizem: “Margalho, gosto das tuas crónicas!” Como fico vaidoso... Crónicas!

 

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