Educação

Cidade tem a “primeira Sala de Mandarim” numa biblioteca

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A inauguração de uma sala dedicada ào mandarim e ao diálogo intercultural com a China, na Biblioteca de S. João da Madeira, marca o início de um programa cultural de uma língua que é ensinada, atualmente, a mais de 900 alunos nas escolas da cidade

Trata-se de um programa cultural dedicado ao mandarim e ao diálogo intercultural com a China, criado na Biblioteca de S. João da Madeira em parceria com o Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro. Esse ciclo de atividades foi apresentado na última quinta-feira, dia 10, na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, numa sessão que contou com a participação, por videoconferência, do embaixador da China em Portugal, Zhao Bentang, e que culminou com a inauguração da Sala de Mandarim, tendo por base livros doados ao município pela Embaixada da China.
Para o Presidente da Câmara, esta iniciativa da autarquia “constitui uma oportunidade para o público conhecer melhor a cultura de um país que tem uma história muito rica” e que é “uma das mais importantes economias a nível mundial”. Jorge Vultos Sequeira assegurou que o “sucesso” deste programa não seria possível “sem o empenho dos professores” e garantiu que “a autarquia quer continuar a desenvolver esta vertente do ensino do mandarim nas escolas”.
A par de tudo isto, Jorge Vultos Sequeira referiu que o município vai promover um programa cultural inteiramente dedicado ao mandarim e ao diálogo intercultural com a China, que será desenvolvido ao longo do ano de 2022, com a colaboração do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro. Sequeira lembrou que, atualmente, são cerca de 900 os alunos das escolas sanjoanenses que, do 3.º ao 9.º ano, têm acesso a aulas de mandarim.
Por sua vez, Zhao Bentang enalteceu que este espaço agora inaugurado é a “primeira Sala de Mandarim” numa biblioteca, “o que demonstra plenamente a grande visão” do município. A grande relevância da literatura chinesa e da literatura portuguesa marcaram a intervenção do diplomata, que salientou a importância do intercâmbio cultural. A criação da Sala de Mandarim proporciona comodidade de leitura de livros chineses aos cidadãos de S. João da Madeira, e abre também a porta para a aprendizagem mútua e troca de literatura e cultura entre a China e Portugal.
Assegurou ainda que o Município de S. João da Madeira e o Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro “desempenham um papel fundamental, no sentido de permitir que mais portugueses compreendam e aprendam a cultura e a língua chinesa”.

Mais de 900 alunos estudam mandarim na cidade

Inauguração da sala dedicada ao mandarim

Carlos Morais, do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, salientou o facto do programa “Mandarim: Literatura, Património e Tradições contribuir para melhorar a compreensão mútua e a amizade” entre Portugal e a China.
Coube a Carla Relva, nova coordenadora da Biblioteca Municipal, apresentar o programa das atividades. A cerimónia contou, ainda, com um momento de “diálogo” entre a pipa e a guitarra portuguesa. De recordar que esta iniciativa reflete a ligação entre S. João da Madeira e China, que se traduz, nomeadamente, no programa de ensino de mandarim desenvolvido, desde 2012, pela Câmara Municipal, “em parceria com os agrupamentos de escolas do concelho e com o apoio didático-pedagógico da Universidade de Aveiro”.
Assim, os alunos das escolas de S. João da Madeira têm acesso a aulas de mandarim no ensino básico, frequentadas por mais de 900 crianças e jovens que estudam no concelho, de acordo com dados de 2021, divulgados pela Câmara Municipal.

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