Sociedade

Rostos sem Máscara - 16 - “Há ainda uma imagem negativa quanto aos trolhas e pedreiros”

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Seguiu as pisadas do pai. Aos 40 anos, André Rego não se imagina noutra profissão que não a construção civil. É entre os tijolos e o cimento que se sente bem, apesar da profissão “ter ainda uma imagem negativa”.

André Rego tem 40 anos. É pedreiro em alguns dias, trolha noutros, e ainda abraça outra área que o apaixona há muito tempo: a organização de eventos musicais.
Foi com 18 anos que começou a seguir as pisadas do seu pai. Um homem conceituado na área da construção civil, com vários “obras em andamento” em S. João da Madeira. Assume que sabe “fazer uma casa de raiz”, e orgulha-se. Hoje, André ajuda o pai e acredita que o seu futuro é este ramo, e assegurar todo o nome que o seu progenitor conseguiu ao longo da vida.
“O primeiro ordenado que recebi terá sido à volta de 500 euros”. O que terá deixado André a pensar que a dureza, no final do mês, recompensava. Contudo, os anos foram passando, a área da construção foi-se modernizando e evoluindo. “As máquinas e o método de construção, e ainda os materiais credíveis, têm feito a diferença”. Porém, se os materiais são mais leves do que se usavam em tempos antigos, “a exigência e a competência têm de ser as mesmas”.
Quanto à escolha da profissão, o jovem refere que ser trolha é mais aliciante para quem se inicia nesta área. “Trabalhamos mais nos acabamentos, interiores, que acaba por ser mais leve. Já o pedreiro tem de fazer toda uma estrutura exterior, que acaba por ser mais pesado”, enfatiza.
Explica que, com o apoio dos fornecedores, a investigação do que vai surgindo noutros países e as conversas e partilhas com engenheiros e arquitetos, “vamos adquirindo o conhecimento para tirar partido e aprender a responder às exigências do mercado. Não esquecendo que é muito importante, também, estudar o material, para que se adapte a este mercado, pois, nem tudo pode ser usado no nosso país”, assegura.
É no ramo dos espetáculos que também é conhecido, mas “sempre me imaginei a trabalhar na construção, porque gosto desta área, que é uma profissão para a vida”.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3876 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 27 de janeiro de 2022

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