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Onde está a nossa alegria?...

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O Natal é tempo de festa, convívio, encontro, partilha e de solidariedade.
Os corações estão sensíveis aos mais pobres e na comunicação social fazem-se grandes campanhas, para angariação de fundos, a favor dos que mais sofrem.
É tão bonito verificar que tantas pessoas aderem, dando o seu contributo.
A TV apela, para que os telespetadores telefonem, para ajudarem certas instituições que apoiam quem mais precisa. Este gesto é fonte de alegria, para quem dá e para quem recebe.
Meus queridos leitores, há quem pense que a alegria está no sucesso, no poder, no lucro, na importância, mas isto são momentos fugazes que de repente passam. São presentes envoltos em papel de embrulho que depois de rasgado vai parar ao caixote do lixo e poluir o ambiente.
Tudo na vida é efémero, principalmente os bens materiais, pois uma tempestade, um tornado, a lava de um vulcão, uma denúncia, uma guerra tudo destroem.
Neste mundo, de um momento para o outro, surge a dor e podemos perguntar:
- Ainda será possível sorrir?...
A barca da nossa vida é assolada por tantas tempestades e parece que nela Deus vai a dormir!... O nosso egoísmo leva-nos a pensar que o mal só nos acontece a nós e o nosso circulo familiar é cada vez mais curto. Em correria passamos ao lado dos outros. E uma palavra, um sorriso, um bom dia, fariam toda a diferença.
O celebrante de uma eucaristia contou que um seu paroquiano conhecido o cumprimentou e ele, como tinha de ir celebrar, não adiantou conversa e apenas lhe perguntou.
- Então como vai a vida?
- Ó senhor padre, vai indo!...mas o seu semblante denotava tristeza. Acabada a eucaristia logo ligou ao seu paroquiano, que tanto precisava de ser escutado e ajudado.
Este mesmo sacerdote contou que visitava os sem abrigo e perguntou a um deles se ele não tinha família e foi com enorme tristeza que ouviu da sua parte a seguinte resposta.
- Ó senhor padre, a minha família é a cidade!...
Saint-Exupéry afirma que o homem atual morre de sede e afirma que no mundo é preciso devolver ao homem um sentido espiritual, pois ele necessita tanto, tanto de Deus.
O mundo pula e avança quando encurtamos distâncias e nos pomos a caminho do encontro talvez de um vizinho, de um colega, de um irmão, de um pai de quem andávamos tão afastados.
Meus queridos leitores, construir a paz é fonte de grande alegria.
Que Deus nos ajude a dar esse passo.

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