Cultura e Lazer

Exposição “O Efeito do Observador” prolongada até 13 de fevereiro

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O ponto de partida são obras de fotografia que integram a coleção de arte contemporânea Norlinda e José Lima, com curadoria de Pablo Berástegui Lozano.

Quem ainda não teve a oportunidade de ver a exposição “O Efeito do Observador: à volta da fotografia na Coleção Norlinda e José Lima”, patente no Centro de Arte Oliva (CAO), pode fazê-lo até ao próximo dia 13 de fevereiro. O seu encerramento estava previsto para o final de 2021, mas o período de abertura foi prolongado cerca de um mês e meio.
Com curadoria de Pablo Berástegui Lozano (Espanha), a exposição parte das obras da Coleção Norlinda e José Lima catalogadas como “fotografias”, relacionando-as com outras criações artísticas de distintas categorias – vídeo, instalação, pintura ou desenho – e “com as quais partilha a temática da invocação, direta ou indiretamente, dos mecanismos de perceção humana e da observação atenta do mundo”, como informa o CAO.
Neste espaço municipal dedicado à arte, que se localiza nos edifícios da Oliva Creative Factory, podem ser visitadas outras duas exposições, nomeadamente, “Eureka!”, com Curadoria dos colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, e “Jaime: ‘vi uma cadela minha com lobos’”, com curadoria de Andreia Magalhães. A primeira está patente até 23 de janeiro e a segunda até 22 de março.

Arte bruta também patente
“Eureka!” vai buscar o título à interjeição atribuída a Arquimedes de Siracusa, matemático, físico e astrónomo da Grécia Antiga, e que é utilizada para expressar a felicidade e euforia das descobertas científicas e do conhecimento. Apresenta obras de cerca de 50 autores pouco ortodoxos, sobretudo artistas autodidatas, oriundos dos chamados domínios da arte bruta ou arte outsider.
Situadas, em muitos casos, num lugar indeterminado entre a ciência e a criação artística, entre a tecnologia e a metafísica, muitas das obras expostas giram em torno de planos e projetos de invenções, máquinas e diversos veículos, criando estes últimos uma vasta galeria de aviões, carros, comboios e OVNIs.
No caso da exposição “Jaime: ‘vi uma cadela minha com lobos’”, são mais de 40 desenhos de arte bruta – provenientes de diversas coleções particulares de Portugal, França, Suíça e Áustria e de instituições nacionais e internacionais, como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Collection de l’Art Brut, de Lausanne. Trata-se de trabalhos da autoria de Jaime Fernandes (1899-1969), o português que é um dos nomes mais reconhecidos na Europa no campo da arte bruta.

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