Sociedade

Covid-19 já infetou mais de 3200 sanjoanenses

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De acordo com o relatório da Direção-Geral da Saúde, S. João da Madeira apresenta uma incidência cumulativa a 14 dias de 975 casos por 100 mil habitantes. Um aumento que coloca a cidade em nível de risco de contágio “Extremamente Elevado”.

O concelho de S. João da Madeira registava, na última terça-feira, dia 28, um índice de 975 casos de covid-19 por 100 mil habitantes. Entre 1 e 23 de dezembro, foram confirmados 344 casos de infeção, mais 168 do que nos 23 dias anteriores, estando classificado na escala de risco muito elevado, segundo os critérios da Direção Geral da Saúde (DGS).
Os dados foram divulgados pela autarquia, de acordo com informação oficial da DGS, que reforça o apelo à população para o “cumprimento escrupuloso das normas de higiene e segurança”.
Na sua mensagem de Natal, transmitida em vídeo nas redes sociais do município, o Presidente da Câmara de S. João da Madeira lembrou que, desde o início da pandemia da covid-19, a doença já infetou mais de 3200 sanjoanenses, afetando a vida cultural, social, económica, desportiva e familiar.
“Ao contrário do que todos desejávamos, a pandemia da doença da covid-19 ainda impera sobre as nossas vidas”, afirmou Jorge Vultos Sequeira, dando a tónica para uma intervenção dominada pelas referências à emergência sanitária que tem afetado o mundo nos últimos dois anos.
O autarca assinalou que, “num quadro de grande solidariedade e cooperação mútua”, o Município tem proporcionado “apoio social aos mais idosos e aos cidadãos vulneráveis, à prevenção do contágio, ao apoio às atividades económicas e ao nosso Centro Municipal de Vacinação”. Este espaço, aberto em 22 de fevereiro deste ano na Sala dos Fornos da Oliva, “tem funcionado ininterruptamente e já administrou cerca de 91 mil vacinas”, realçou o edil sanjoanense.
Jorge Vultos Sequeira dirigiu uma palavra especial aos enfermeiros, médicos e pessoal da proteção civil, considerando “verdadeiramente notável” o seu esforço e renovando o “sincero agradecimento” do Município pelo trabalho que têm desenvolvido no combate aos efeitos da covid-19, que, só neste mês, e até ao dia 23 de dezembro, registou “344 novos casos confirmados” no concelho.
“Fruto da variante Omicron, a crise agudizou-se recentemente”, lembrou o autarca, adiantando que “o combate à pandemia continuará a ser uma prioridade” da ação da Câmara Municipal, pelo que o Orçamento camarário para 2022 “prevê a prorrogação do programa de emergência social para 2022, dotando financeiramente a proteção civil, estando, ainda, assegurado o pleno funcionamento do Centro de Vacinação”.
Apelando aos que ainda não aderiram ao processo de vacinação para que o façam, e para que se respeitem as recomendações das autoridades de saúde, “em nome da saúde de todos”, Jorge Vultos Sequeira deixou palavras de “esperança” e “confiança no futuro”, que “decorrem da força e da vitalidade da nossa comunidade, uma comunidade solidária, atenta, próxima e baseada no valor indeclinável da tutela da dignidade da pessoa humana”. Uma comunidade que, como sustenta o autarca, “continua, incessantemente, e sem nunca desistir, a investir nas suas pessoas, na qualidade de vida e num desenvolvimento equilibrado e sustentável”.
Há atualmente 24 pessoas internadas no Hospital S. Sebastião, duas das quais em Unidade de Cuidados Intensivos. O concelho de Santa Maria da Feira contabiliza mais de 900 casos de Covid-19. “Neste momento temos 737 casos por 100 mil habitantes, é um número muito elevado para o nosso território, estamos com números muitos altos“, referiu Emídio Sousa, Presidente da Autarquia, na sessão da Assembleia Municipal que decorreu na última terça-feira à noite,
A classificação de risco é realizada de acordo com as categorias utilizadas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, tendo por base a incidência de 240 casos por 100 mil habitantes.
Recorde-se que Portugal registava no início desta semana 607 surtos ativos de covid-19, a maioria em escolas, onde existem mais 34 surtos do que na semana anterior, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
De acordo com um ponto de situação feito pela DGS, em 27 de dezembro, do total de surtos ativos, 399 são em escolas (públicas e privadas), 41 em lares de idosos e 15 em instituições de saúde. De salientar também que Portugal atingiu, na última terça-feira, um máximo de novos casos diários de covid-19 desde o início da pandemia, com 17 172, e a ministra da Saúde admitiu que na primeira semana de janeiro o país possa atingir os 37 mil novos casos diários de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2.

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