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Educar hoje é uma missão dificil, mas tão importante!...

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Os educadores, nos tempos que correm, estão a braços como uma tarefa tão necessária, mas também com muitos espinhos, dada a variedade de conceitos, sobre a melhor forma de o fazer.
E porquê?
Cada cabeça sua sentença. A escola e os média falam de uma maneira, a família segue outro caminho, de acordo com os princípios que acha melhor para a vida, a sociedade apresenta aos educandos, através do seu exemplo, uma outra forma de viver, acabando por contagiá- los.
Então o que fazer?...
Lutar contra a corrente. Quem o faz hoje, é verdadeiramente uma pessoa valente!...
Há-de ouvir, muitas vezes, esta frase:
- Pensas que vais mudar o mundo? Esquece!...
Eu como educadora de pequeninos, nunca desisti, pois pensava para mim:
- Se eu conseguir formar e tornar melhor, um destes meninos que me foi confiado, o mundo será mais positivo e eu serei mais feliz.
Contava-lhes muitas vezes histórias, pois lembrava-me de Lá Fontaine e das suas fábulas que tinham no final uma lição positiva.
Os meus netinhos passavam as férias comigo e antes de irem dormir pediam-me, para lhes contar uma história.
Uma começava assim:
A tia Verde Água era uma senhora muito boa e que com os seus conselhos ajudava muita gente. Um dia uma rapariga foi ter com ela a chorar, dizendo que o marido não a amava, pois ralhava muito. A tia Verde Água que a conhecia bem, disse-lhe:
- Eu tenho uns anõezinhos que te vão ajudar. A princípio tens de fazer o aquecimento e começas só por fazer a cama e acender o lume. Depois, pões a panela para a sopa. No outro dia varres a cozinha e vais pondo a mesa. A seguir lavas a roupa e arrumas a casa, mas os anões, se te sentares a preguiçar, eles vão-se embora.
Ainda não tinha passado uma semana e a mocinha veio agradecer aos anões, da tia Verde Água, porque o seu marido a tinha beijado e abraçado em vez de ralhar. É que na altura a mulher cuidava da casa e o marido trabalhava fora. Hoje, ela também com emprego, a ajuda do marido é importante.
Acabada a história, logo os meus netinhos perguntaram:
-Avózinha, quem eram os anõezinhos?...
- Os dedinhos!... É muito importante pô-los a mexer. E logo lhes mostrei as carinhas desenhadas nos meus dedos. Sabem qual foi o resultado: Ajudaram-me a fazer os frios e os bolos para a celebração da Páscoa. Jesus, o maior pedagogo, usava as parábolas que eram histórias, juntamente com a Sua bondade e o Seu exemplo para atraír os que O seguiam.
Meus queridos leitores, o que me leva a escrever, é pôr-vos a pensar!...

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