Sociedade

Rostos sem Máscara - 8 - José Rocha, o padeiro que trabalha quando os outros dormem

• Favoritos: 70


Começa a trabalhar quando o sol ainda não nasceu. José Rocha, 39 anos, é padeiro há 18, e não esconde o gosto pela profissão que é tudo menos um trabalho “macio”, como os vários quilos de farinha que lhe passam diariamente pelas mão.

Quase ninguém dispensa o pão fresco ao pequeno-almoço. Mas, para que ele esteja disponível, logo de manhã, tem de haver alguém que, enquanto dormimos, está a trabalhar a farinha. Ou como quem diz de “mãos na massa”.
José Rocha tem 39 anos, um jovem, que desde a adolescência se encantou pela arte de fazer pão. Padeiro há 18 anos, habituado a dormir pouco, salienta que “o cliente não valoriza todo o processo que o pão sofre até ser levado no saco para casa. É um trabalho pesado, ao contrário da farinha que é mais macia”.
Apaixonado pela arte, José não só aprendeu a fazer pão, como a dominar o mundo da pastelaria. “Foi um amigo que me puxou para estas lides”, e este padeiro “nunca mais” conseguiu largar esta profissão, pela qual tem o maior gosto e dedicação.
“A produção de pão não é fácil. Temos de cumprir os horários, é necessária agilidade, força, pois os clientes querem pão fresco logo pela manhã”. Apesar de ter passado por várias casas, é na padaria e pastelaria Paris Tropical, que abriu portas a 25 de junho de 1986, na Avenida Dr. Renato Araújo, que trabalha e se sente “bem” há cerca de 15 anos.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3867 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 25 de novembro de 2021

70 Recomendações
367 visualizações
bookmark icon