Cultura e Lazer

Cine-concerto recupera memórias do velho Cinema Imperador

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Este sábado, 27 de novembro, na Casa da Criatividade

“O vendedor de rebuçados apresenta-se indecentemente descalço”. É este o título do espetáculo programado para sábado, às 21h00, na Casa da Criatividade, edifício onde funcionou, durante grande parte da segunda metade do século XX, o Cinema Imperador. Trata-se de mais um momento do projeto inclusivo de intervenção sociocultural “Interferências 1.0”, promovido pela Câmara Municipal de S. João da Madeira e que conta com o envolvimento da comunidade local.
A memória cinematográfica de S. João da Madeira é o mote do cine-concerto agendado para este sábado, 27 de novembro, às 21h00, na Casa da Criatividade, equipamento cultural que hoje ocupa o requalificado edifício onde, no século passado, funcionou o Cinema Imperador. A entrada é gratuita, mas é necessário obter ingresso nas bilheteiras locais (Torre da Oliva e Paços da Cultura) ou, pela internet, na BOL (https://cmsjm.bol.pt).
Inserida no projeto municipal “Interferências 1.0, esta criação, no campo do cinema documental, tem direção do realizador Pedro Neves, que trabalhou, neste âmbito, com a comunidade local e, nomeadamente, com antigos colaboradores do Cinema Imperador, de que resultou o filme “O vendedor de rebuçados apresenta-se indecentemente descalço”, tendo como protagonista o antigo projecionista Luís Ferreira.
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“Restos do cinema desaparecido”
O processo iniciou-se com uma componente mais teórica, tanto através da visualização de alguns filmes, como da discussão dos mesmos. “Em conjunto, fomos construindo o projeto de um filme, partindo da ideia de um cinema desaparecido que, após vários anos fechado, se transformou numa sala de espetáculos”, explica o cineasta.
Foi também em conjunto que foram construídos os cenários, com materiais usados da Casa da Criatividade, mas também com cadeiras originais do Cinema Imperador: “Voltámos a sentar ali os protagonistas trazidos pelos participantes deste projeto. Juntos, filmámos os restos do cinema desaparecido e usámos arquivos recolhidos durante anos pelo professor Daniel Neto [estudioso da história local]”.
É o resultado desse trabalho – “feito pela comunidade e para a comunidade” – que se vai poder apreciar neste sábado, na Casa da Criatividade, no formato de cine-concerto, com a exibição do documentário a ser acompanhada por música ao vivo por professores da escola Arte do Som, ou não decorresse esta iniciativa sob a égide do festival Novembro Jazz.

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