Opinião

Metamorfose...

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Quando falamos de metamorfose a primeira ideia que nos vem à cabeça é a de um clássico da literatura mundial da autoria de Frank Kafka. É um livro maravilhoso... Tantos intelectuais já o dissecaram que nem me atrevo a tal.
A minha ideia de metamorfose está naquilo que no dia a dia nos vai acontecendo. O clima está na ordem do dia. O esforço, ou não, que os países mais ricos estão a fazer para que os padrões climáticos sejam equilibrados e não continuem no rumo negativo que estamos a sentir. Naturalmente que junto a minha voz a todos aqueles que se vão manifestando contra esta metamorfose, que nos vai condenando a nós e aos nossos descendentes a uma vida sem a qualidade necessária para ser vivida.
Interrogo-me também se não será metamorfose quando um dia ouvimos os políticos fazerem promessas que depois nunca as vimos cumpridas. Pessoalmente gosto mais de metamorfoses românticas. Para isso é ir visitar um infantário e observar o carinho com que as educadoras de infância mostram às crianças a metamorfose dos bichos da seda. Que maravilha!
Depois, temos de ter um olhar para nós próprios, a capacidade de retrospetiva, de introspecção. O treino para a lucidez, o esforço diário para nos mantermos saudáveis, mentalmente e fisicamente. É tão bom quando nos encontramos com amigos e eles nos dizem “É pá, estás na mesma!”.
Não estamos, estamos mais velhos... Felizmente, há muita aí muita boa gente que descobriu a palavra geriátrico! Meus amigos, quando se olharem num espelho não deixem de ter uma palavra para convosco: é bom viver!
Na música, e porque cá pelo burgo estamos a viver o Novembro Jazz (para mim transformava o nome em Outono Jazz), já agora uma sugestão: porque não um concerto ao ar livre ou um de entrada gratuita para que as pessoas aprendam a gostar de jazz... Bem, isto sou eu a divagar. E como o jazz é um pouco da minha vida, é e será sempre uma boa terapia para a mente, a minha sugestão vai para “Wynton Marsalis e Eric Clapton – Play the Blues”
Nos livros e com um livro bem sugestivo: “As melhores crónicas de amor” voltamos a Miguel Esteves Cardoso.
Sejam felizes!

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