Sociedade

A evolução de S. João da Madeira “também se deve ao povo de Milheirós”

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Apesar de o autarca sanjoanense afirmar que o assunto da integração de Milheirós em S. João da Madeira não é para “ignorar”, há milheiroenses que acusam a Câmara e os sanjoanenses de “falta de vontade” e de “pouco ou nada” terem contribuído para isso

A discussão da integração de Milheirós em S. João da Madeira voltou a estar em cima da mesa. O Presidente da Câmara sanjoanense assumiu, na tomada de posse, que o assunto “não é para ignorar”, referindo mesmo que o programa eleitoral que venceu as eleições para a Assembleia de Freguesia “pugna novamente pela integração em S. João da Madeira”. Jorge Vultos Sequeira reafirmou que do lado da autarquia serão mantidos “integralmente os compromissos e o sentido das deliberações tomadas em 2018”, prometeu.
Uma reação que parece não convencer alguns milheiroenses. Tanto os sanjoanenses como a própria câmara “pouco ou nada fizeram” para que esta integração fosse uma realidade. “Não basta dizer que estamos aqui para vos receber. É necessário querer e mostrar essa vontade”, assume Isabel Valente, de 68 anos.
Esta residente em Milheirós de Poiares trabalhou 26 anos numa empresa em S. João da Madeira. Conhece bem a cidade, as pessoas e as rotinas dos sanjoaneses. “É importante lembrar aos sanjoanenses e ao Presidente da Câmara que a evolução de S. João da Madeira também se deve ao povo de Milheirós. Grande parte das pessoas que aqui residem, trabalham ou já o fizeram em S. João da Madeira. É lá que tratam dos seus assuntos pessoais”, lembra.
Isabel Valente diz saber bem aquilo que diz. Enfatiza que uma grande parte do terreno dos bombeiros sanjoanenses “já pertence a Milheirós, e ninguém fala disso”.
Mas as críticas vão também para o autarca de Santa Maria da Feira. “Eles só reagiram a este assunto quando sentiram que podiam mesmo perder Milheirós. Até lá, nada fizeram”, acusando o município de “pouco ou nada ter feito”, ao longo dos anos, pela freguesia. Dá como exemplo o saneamento, que demorou a chegar a sua rua. Construiu a sua habitação há 28 anos, e só recentemente é que o mesmo chegou à sua rua, “depois de muita luta por parte dos vários moradores da rua”. Agora, tem saneamento, “mas não tenho água”, vale-lhe o poço que tem em casa, assegura.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3864 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 4 de novembro de 2021

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