Sociedade

Cidade reflete sobre envelhecimento positivo e ativo

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Decorreu na terça-feira, na Casa da Criatividade, o II Ciclo de Conferências de Gerontologia de S. João da Madeira, que contou com cerca de meia centena de participantes, e pretendeu refletir sobre um envelhecimento positivo e ativo.

Da parte da manhã, Vítor Gonçalves, da Santa Casa da Misericórdia — que completa este ano o seu centenário —, teve a seu cargo uma intervenção para falar “da empatia com o tempo aos desafios” e Sara Guerra, da Universidade de Aveiro, falou da co-criação de soluções digitais para dar resposta à solidão na velhice. Houve ainda tempo para a intervenção “como diminuir o risco de demência”, com Paula Pinto, do Centro Clínico de Reabilitação SimplesMente. A moderação esteve a cargo da Presidente da Assembleia Municipal, Clara Reis.
Já da parte da tarde, com moderação de Susana Silva, da Universidade Sénior Rotary Club de S. João da Madeira, Maria Spratley (fundadora e professora da Ginástica +50) falou da importância da força para um envelhecimento saudável e Susana Branco (da União das Misericórdias Portuguesas) falou de direitos, liberdades e interesses dos idosos.
Coube à vereadora da ação social, Paula Gaio, o discurso de encerramento. A autarca sublinhou que o índice de envelhecimento (número de idosos por cada 100 jovens) é de 166 em S. João da Madeira, mais alto uma pessoa do que a o índice nacional (165) mas mais baixo do que os concelhos vizinhos, excetuando Santa Maria da Feira (165).
A diminuição da natalidade e o aumento da esperança média de vida são fatores que contribuem para o envelhecimento da população e, nesse sentido, a vereadora realça ser “de extrema importância zelar pela qualidade de vida na velhice”.
Paula Gaio anunciou ainda que o ciclo do ano passado foi avaliado pelos participantes, sendo que 100% respondeu que o evento “contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal e profissional”, o que “motivou” o munícipio a dar continuidade ao ciclo de conferências.
Tudo o que se fizer para o bem estar das pessoas deve, no seu entender, ser mais “preventivo do que retificativo”.
O munícipio assume, desta forma, um “comprometimento no acompanhamento das instituições particulares de solidariedade social e das ONG’s do concelho” que trabalham com estas faixas etárias da população.
“A nós como governantes cabe tomar decisões que possam melhorar qualidade de vida dos sanjoanenses e das instituições que trabalham com os adultos mais velhos, como aprendemos”, concluiu a vereadora, em declarações à comunicação social, no final do evento.
A iniciativa foi criada no ano passado pela Câmara Municipal e na base da realização do II ciclo esteve a constatação de que o envelhecimento populacional constitui, a nível global, “um dos grandes desafios da atualidade”, tornando-se “imperioso compreendê-lo como um processo que envolve fatores pessoais, sociais e ambientais”.

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