Desporto

“Quando me sento na cadeira para analisar, não tenho clube”

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Nasceu em S. João da Madeira e foi no Parque da Jana – hoje, Parque Municipal Ferreira de Castro – que deu os primeiros toques na bola. A ‘O Regional’, Cândido Costa contou a sua infância no bairro da Mourisca, as experiências no futebol.

Nascido e criado na Mourisca em S. João da Madeira. Que memórias tem da sua infância?
As mais bonitas. Foi aí na Mourisca que eu fui verdadeiramente criado. Na altura, a Mourisca não era como está agora, não mudou muito, mas mudou. Os sítios onde eu brinquei estão francamente melhores. Por exemplo, o Parque da Jana, que foi um sítio onde praticamente desenvolvi as minhas capacidades como jogador e tive as minhas brincadeiras com os amigos, está melhor. Passei há pouco tempo por aí e aquele campo, que tinha um ringue em baixo, mesmo junto à estrada, que era praticamente só cimento e os ferros que circundavam o campo, hoje percebe-se que está melhor, que tem melhores condições.
Tenho as melhores memórias, porque era uma altura muito bonita. Passava muito tempo na rua com a bola e nessa zona aí. Fazia treinos com o meu pai, íamos correr ali para a zona industrial de S. João da Madeira, a partir aí da Mourisca. Eu fui mesmo muito feliz, nessa fase da minha vida. Andávamos de bicicleta, faziamos carros de rolamentos, andávamos ali às vezes a roubar fruta. Quando se diz roubar fruta, não era roubar caixas de fruta. Íamos sempre a pé para a escola, o grupo todo, para a nº1. Vinha do treino da Sanjoanense também a pé para a Mourisca e era uma aventura. Esse caminho era uma aventura. Talvez se tivesse que eleger a melhor fase da minha vida até agora, era para aí que eu ia, provavelmente. Tive uma infância muito bonita mesmo.

Quando vem a S. João da Madeira, o que costuma fazer?
Não vou aí tantas vezes como gostava, porque fui perdendo alguns laços. Os meus avós já faleceram e eu ia muitas aí, para estar com os meus avós em Fundo de Vila. Às vezes vou à Mourisca.
Gosto de mostrar esses sítios aos meus filhos. Continua a ser uma cidade muito querida para mim, mas, como eu não vivo aí, vou menos vezes. Aqui há dias, fui aí e encontrei um grande amigo meu, o João Pinho de Almeida, que soube que estava a candidatar-se à Câmara e fiquei muito satisfeito porque percebo que, pessoas como o João estarem interessadas em participar na vida da cidade, é muito importante.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3858 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 23 de setembro de 2021

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