As autárquicas na perspetiva das 'jotas' da cidade

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Com as eleições à porta, fomos falar com os representantes das juventudes partidárias de S. João da Madeira. JS, JSD e JCP abordam temas quentes como habitação, emprego jovem e mobilidade. O futuro da política local em discussão.

Daniel Oliveira - Presidente da Juventude Socialista
Daniel Oliveira - JS

De que forma é possível cativar mais jovens a escolher a cidade de São João da Madeira para viver?
A habitação em S. João da Madeira tem sido uma das temáticas pelas quais a Juventude Socialista (JS) mais se tem pronunciado ao longo dos últimos anos, uma vez que entendemos que, no início desta década, nem sempre foi feito o suficiente para atrair investimento privado na área da habitação, sobretudo para a classe média. Foi este executivo do Partido Socialista (PS) que, em quatro anos, conseguiu atrair mais investimentos privados para a construção de habitação, tendo emitido uma dúzia de novas licenças. Isto significa que neste mandato foram iniciadas as construções de mais prédios do que nos últimos 12 anos pelo PSD. Ainda assim, o preço da habitação em S. João da Madeira continua a ser muito elevado, sobretudo para as jovens famílias.

Foi por isso que na Assembleia Municipal propusemos ao senhor presidente da Câmara Municipal, a criação de um regulamento onde se prevê a isenção de impostos municipais, designadamente do IMI. Este é o caminho a prosseguir nos próximos anos.

Considera que hoje, SJM reúne as condições necessárias para atrair e receber recém-licenciados ou jovens em início de carreira?
Para um jovem se instalar numa cidade procura três fatores essenciais: habitação, emprego e qualidade de vida. Nesse sentido, entendemos que S. João da Madeira oferece excelentes condições para que os jovens possam construir a sua carreira profissional e constituir a sua família. Naturalmente que a emancipação jovem e os entraves que hoje encontramos são transversais a todo o país e aos países mais desenvolvidos da Europa. Por isso é que o PS, quer a nível nacional e local tem adotado medidas para promover mais e melhor habitação, mais emprego qualificado e justamente remunerado.

Cada vez mais são valorizados espaços verdes e de lazer nas cidades. Relativamente a estes mesmos espaços, considera serem suficientes e de qualidade para a população Sanjoanense?
O PS investiu na limpeza e cuidado dos espaços verdes, desde o parque do rio Ul ao parque dos Milagres, mas também criando espaços de aprazimento em todos os bairro, porque o fundamental é cuidar da cidade como um todo e sem periferias. Uma das novidades no próximo mandato é a criação do novo parque urbano das corgas, bem no centro da cidade, reabilitando o que é hoje um terreno abandonado.

Olhando para a questão ambiental e para o impacto das emissões de gases poluentes, o caminho será o de substituição gradual do automóvel por outros meios de transporte?
Sim e já foi uma medida colocada em prática no município. Para criar novos hábitos de mobilidade o TUS passou a ser gratuito, primeiro para todos os alunos de São João da Madeira e posteriormente para toda a população Sanjoanense.

As alterações climáticas são uma das grandes preocupações da nossa geração e a criação do plano para a neutralidade carbónica implementado pela Câmara Municipal neste mandato é muito ambicioso e denota a preocupação que o PS atribui a esta problemática global.

O desporto tem-se tornado um hábito cada vez mais recorrente na vida das pessoas. De que forma é possível potenciar a oferta desportiva na cidade, como fator atrativo para a população mais jovem?
S. João da Madeira é há muitos anos uma cidade de desporto, graças ao empenho das nossas associações e clubes. A oferta de modalidades e a qualidade é uma imagem de marca reconhecida a nível regional e nacional. O caminho a seguir é reabilitar os equipamentos desportivos e a câmara já têm em curso um grande projeto para requalificar profundamente o pavilhão das travessas.

As instituições de voluntariado existentes na cidade são uma boa forma para que as pessoas intervenham na sociedade e contribuam para melhorar S. João da Madeira. Que importância considera que estas instituições têm na vida dos jovens sanjoanenses?
As instituições de voluntariado e solidariedade social são importantes para os jovens mas também para toda a comunidade em geral. O apoio que prestam e é o que permite, em articulação com a ação do município, que ninguém fique para trás.

Desde as suas lembranças em criança, que alterações positivas existiram e que melhoraram a sua qualidade de vida na cidade de S. João da Madeira? E o que ainda pode ser alterado para melhorar a vida das gerações futuras?
As cidades estão em constante desenvolvimento e as prioridades das pessoas também se vão alterando. Se há algo que passamos a dar valor ao longo desta pandemia, foi o convívio e a fruição do espaço público. A requalificação do centro cívico (a praça) mudou para melhor e estamos certos que voltará a ser um verdadeiro local de convívio para os Sanjoanenses. Outra das melhorias foi a requalificação do parque escolar, sendo que hoje as escolas do concelho já não têm amianto e têm melhores condições para os jovens. As alterações climáticas, a habitação e o emprego continuam no topo das prioridades das nossas políticas autárquicas.


Gonçalo Fernandes - Juventude Social Democrata
Gonçalo Fernandes - Líder da JSD

De que forma é possível cativar mais jovens a escolher a cidade de S. João da Madeira para viver?
Com mais e melhores soluções. S. João da Madeira é uma cidade que foi crescendo e que se foi desenvolvendo ao longo dos anos e, fruto desse crescimento e do não alargamento do nosso território, chegamos a um momento em que somos uma cidade com muita procura, mas com pouca oferta. Com o aumento do custo de habitação – derivado da pouca oferta – e com a pandemia, os jovens sofreram graves impactos nos seus rendimentos, nas perspetivas de progressão profissional das gerações e ficaram sem grandes soluções.

Face a isto, S. João da Madeira tem hoje um problema de falta de espaço e de falta de resposta para aqueles que aqui nasceram, cresceram, que aqui vivem e que aqui se querem manter, iniciando cá os seus projetos de vida, familiares e profissionais.
Por isso, entendemos que o Município deve apostar na reabilitação urbana destinada a Habitação Jovem para arrendamento com valores controlados, na adoção de um conjunto de incentivos e de políticas para os jovens até aos 30 anos, como a redução do IMI e do IMT ou até na requalificação de algumas zonas da cidade – como é o caso do Roupal, em Casaldelo – que permita aproveitar o potencial da área e a transforme numa nova centralidade.

Considera que hoje S. João da Madeira reúne as condições necessárias para atrair e receber recém-licenciados ou jovens em início de carreira?
Completamente. A nossa cidade é uma cidade de indústria, é uma terra de empresas e tinha como uma das suas grandes marcas o facto de sermos uma cidade onde se criava futuro. Por outro lado, temos todas as condições para podermos ser atrativos e implementarmos infraestruturas que permitam acolher diferentes atividades, nomeadamente de foro administrativo.

Apesar de sermos uma cidade marcadamente industrial, temos assistido à saída de várias empresas que compõem o nosso tecido empresarial para as áreas industriais dos municípios vizinhos, onde encontram melhores condições para investir. Em São João da Madeira não existem instrumentos que atribuam competitividade às empresas, a plataforma de apoio aos investidores não funciona e não há promoção do município além- fronteiras com vista à captação e fixação de investimento do nosso concelho.
Para inverter este rumo e impedir que o futuro nos continue a passar ao lado, há que procurar caminhos que nos permitam voltar a ser uma cidade onde se cria futuro, seja através do desenvolvimento de projetos de formação e valorização profissional em torno do design de produto e da programação, seja através da promoção de um programa de estágios remunerados para estudantes, nas infraestruturas onde efetivamente se pode criar futuro: nas incubadoras da Oliva Creative Factory e da Sanjotec. Deve haver, ainda, uma estratégia de apoio ao empreendedorismo jovem, à criação do próprio emprego e programas que possam complementar a estratégia e que preparem os jovens para a inserção no meio empresarial, com a ajuda de um grupo de mentores, designadamente empresários, que colaborem com jovens empreendedores em novos projetos empresariais.

Cada vez mais são valorizados espaços verdes e de lazer nas cidades. Relativamente a estes mesmos espaços, considera serem suficientes e de qualidade para a população Sanjoanense?
Efetivamente, com a consciencialização ambiental que marca esta nova era, as cidades tendem a reforçar os seus espaços verdes, por forma a garantir uma melhor qualidade de vida para os seus cidadãos. A nossa cidade dispõe de dois grandes espaços verdes e de lazer, o Parque do Rio Ul e o Parque Nossa Senhora dos Milagres e que acabam por ser eixos de dinamização da cidade, chamando pessoas seja para passear, praticar desporto ou para se divertirem.

Creio que seria importante, por um lado, aumentar a nossa oferta, avançando para a concretização da 3a fase do Parque do Rio Ul – que tem a sua primeira pedra lançada em 2016, mas que não sofreu qualquer avanço neste mandato – e com o reforço da rede de Parques Infantis e de Fitness na cidade e, por outro, melhorar o aproveitamento do Parque Nossa Senhora dos Milagres, dotando-o de novas valências e dinamizando-o, por forma a criarmos uma outra centralidade naquela zona.

Olhando para a questão ambiental e para o impacto das emissões de gases poluentes, o caminho será o de substituição gradual do automóvel por outros meios de transporte? Para além disso, o que está a ser feito e o que falta fazer para termos uma cidade mais sustentável?
Há algum trabalho ainda a ser feito nessa matéria. O panorama nacional e internacional mostra-nos que há uma maior aposta no elétrico, devido a uma maior atenção das pessoas, das empresas, das comunidades para a consciencialização ambiental e seria importante o município ter um papel ativo nesta matéria.

Neste mandato, foi implementada a gratuitidade do TUS, uma medida que saúdo, importante, mas que não sei – até porque não tenho à minha disposição esses números – se, efetivamente, é uma medida aproveitada pela população sanjoanense. Seria importante monitorizar a implantação da medida para podermos perceber se a mesma está a ter efetivamente o impacto que se desejava.

Devemos, por isso, procurar mais e melhor mobilidade, melhorando os meios que temos à nossa disposição, nomeadamente o TUS, dotando a cidade com novos meios de transporte, como as bicicletas e as trotinetes elétricas partilhadas, para que os Sanjoanenses possam alugar como meio alternativo de deslocação na cidade e ainda beneficiar aqueles que adotam comportamentos amigos do ambiente, para promover uma mudança de consciência, concedendo estacionamento gratuito aos condutores de carros elétricos, bem como garantir o reforço dos postos de carregamento destinados a este meio de transporte.

O desporto tem se tornado um hábito cada vez mais recorrente na vida das pessoas. De que forma é possível potenciar a oferta desportiva na cidade, como fator atrativo para a população mais jovem?
S. João da Madeira sempre foi uma cidade de campeões, nas mais diversas modalidades e isso tem de ser um motivo de orgulho para todos os sanjoanenses.
E potenciar a oferta desportiva na cidade passa, naturalmente, por cumprir projetos que estão pensados há muitos anos e que já podiam e deviam estar ao serviço dos Sanjoanenses. Falo da construção do novo Complexo Municipal de Piscinas, cuja obra foi chumbada pelo Partido Socialista em 2015, naquele que eu considero o mais crasso erro político da história da cidade e que levou à perda irremediável de 3 milhões de euros a fundo perdido, falo da requalificação do Pavilhão das Travessas, falo da construção dos novos Campos de Ténis e da Pista de Atletismo. Todas estas promessas apresentadas pelo Partido Socialista em 2017 não saíram do papel e não é por acaso que se diz que o desporto foi o parente pobre da governação nos últimos 4 anos.

Aquilo que queremos é conceder melhores condições aos Sanjoanenses, ao nível das infraestruturas, para que possamos atrair pessoas, jovens, e para que possamos continuar a formar campeões. Na Melhor Cidade do País, as Piscinas serão uma realidade, os novos Campos de Ténis e de Padel serão uma realidade, a requalificação do Pavilhão das Travessas vai avançar e teremos, em São João da Madeira, uma grande infraestrutura – o Centro de Alto Rendimento Desportivo – que vai permitir revolucionar o desporto, criar uma nova centralidade junto ao Pavilhão das Travessas e valorizar a cidade e a importância que damos ao Desporto.

As instituições de voluntariado existentes na cidade são uma boa forma para que as pessoas intervenham na sociedade e contribuam para melhorar São João da Madeira. Que importância considera que estas instituições têm na vida dos jovens sanjoanenses?
As instituições de solidariedade social e, nomeadamente, as que se ocupam do voluntariado, são instituições que têm uma elevada importância, não só para os jovens, mas para toda a comunidade.

Fruto dessa importância, pelo trabalho que desenvolvem, pela entrega aos outros e à causa pública, pela dedicação que têm às comunidades e às populações, o poder político tem obrigação de reforçar a colaboração que existe entre as associações e as instituições de solidariedade social para que estas estejam mais capacitadas para responder e para combater da melhor forma possível as situações de emergência social. E esse reforço passa por uma melhoria da articulação, dos tempos de resposta em situações de carência alimentar, de assistência social e financeira temporárias, de assistência na saúde e na educação e na cedência gratuita e temporária de equipamentos.

Este trabalho de proximidade tem de ser feito, tem que ser apoiado e os jovens que se disponibilizam para ajudar os outros, através de ações de voluntariado, têm de ser reconhecidos. Os jovens têm demonstrado, em vários momentos da história recente, a sua vontade em participar ativamente na defesa da causa da solidariedade internacional e nacional e na promoção e defesa dos direitos fundamentais. E, por isso, queremos criar o Estatuto Municipal do Voluntário Jovem, por forma a reconhecer o contributo inestimável dos jovens e a conceder benefícios a quem se predispõe a ajudar os outros de forma voluntária.

Desde as suas lembranças em criança, que alterações positivas existiram e que melhoraram a sua qualidade de vida na cidade de São João da Madeira? E o que ainda pode ser alterado para melhorar a vida das gerações futuras?

Como nasci em 1999, fui crescendo à medida que a cidade era governada pelo PSD, pelo Dr. Castro Almeida, e fui-me habituando a crescer numa cidade que andava sempre à frente do seu tempo, uma cidade referência, uma cidade liderante. E foram muitas as marcas deixadas pela governação do PSD, ao longo de 16 anos, seja na educação à cultura, da ação social ao desporto, do ambiente à coesão e passando também pela nossa economia.

Mas, nos últimos anos, creio que nos fomos esquecendo que a realidade à nossa volta se altera a cada momento e que isso impõe novos desafios e novas prioridade. Temos vindo a perder dinâmica, a perder centralidade, competitividade e temos deixado para trás algumas marcas que eram nossas, como a marca da cidade liderante e da cidade referência. E é nesse sentido que devemos trabalhar, para recuperarmos aquilo que no passado foi nosso. É disso que se trata.

E, portanto, com trabalho, com foco, com determinação, com paixão, com energia e com ambição, começaremos, a partir do dia 26 de setembro, a construir a Melhor Cidade do País.


João Cunha - Juventude Comunista Portuguesa

De que forma é possível cativar mais jovens a escolher a cidade de São João da
Madeira para viver?
A atratividade da cidade necessita de políticas de habitação transversais, não só para os jovens, permitindo assim que a população escolha a cidade para aqui se fixar. Há vários tipos de habitação necessários e cuja disponibilidade defendemos:
1- Habitação Social – Habitação pública onde a renda é de acordo com as possibilidades de cada um (de acordo com o rendimento de cada família). Há necessidade de pelo menos 250 habitações destas urgentemente;
2- Habitação Económica as pessoas compram as habitações a preços acessíveis
a) Iniciativa do Município e do Estado mais o sector privado a preços controlados;
b) Cooperativo com apoio do estado e do município. Construção gerida pela cooperativa;
3 – Habitação privada para arrendar;
4 – Habitação privada para vender.

Considera que hoje, São João da Madeira reúne as condições necessárias para atrair e receber recém-licenciados ou jovens em início de carreira?
Não. S. João da Madeira é pouco atraente para os jovens, especificamente para recém-licenciados ou em início de carreira. Grande parte do emprego disponível e existente na cidade caracteriza-se por salários baixos e grande parte do emprego é precário. Em S. João da Madeira, o salário médio é inferior ao salário médio nacional, inferior ao salário médio da Área Metropolitana e inferior ao salário médio de diversos concelhos vizinhos.

Por outro lado, as condições da habitação são difíceis para os jovens, complicando-se com o ambiente geral e nacional que se vive de uma tendência de subida de preços no arrendamento e na compra de habitação. Este panorama não se altera sem políticas de habitação e, no contexto sanjoanense, com o contexto de fracos acessos e disponibilidade de transportes regionais.

Cada vez mais são valorizados espaços verdes e de lazer nas cidades. Relativamente a estes mesmos espaços, considera serem suficientes e de qualidade para a população
Sanjoanense?
Em SJM há bons espaços verdes e de lazer nos quais é importante uma manutenção adequada e permanente.

É importante a qualificação das margens do Rio para jusante da ponte das Travessas até Fundões. Qualificação que permita percorrer a margem até aos limites de SJM a pé e/ou de bicicleta e onde, no percurso, se encontrem vários pontos de lazer.

Entendemos que se deve estabelecer uma regra em todas que assenta na ideia de que todas as habitações tenham um parque a poucos minutos (mais ou menos 20 minutos percorridos a pé).

Olhando para a questão ambiental e para o impacto das emissões de gases poluentes, o caminho será o de substituição gradual do automóvel por outros meios de transporte?
Defendemos cuidados especiais com a qualidade do ar que respiramos. É absolutamente necessário que seja monitorizado em vários pontos da cidade e que sejam públicos os valores aferidos.

Defendemos o mesmo com as linhas de água. A água que corre no nosso território deve ser monitorizada (o nosso Rio, a Ribeira da Buciqueira e outras linhas de água).
Quando a CDU esteve na Câmara, tinha o Pelouro do Ambiente, e isto fez-se. Com a perda da CDU do lugar de vereador deixou-se de fazer.

Para reduzir as emissões de gases poluentes e garantir a mobilidade é necessário promover a mobilidade pedonal. Tornar seguro e cómodos os passeios e todos os espaços onde os munícipes caminhem. Propomos a execução de um Plano Municipal para a mobilidade pedonal; Por outro lado, proceder ao melhoramento do TUS. Mais pontualidade e mais comodidade. Interligação com as freguesias vizinhas; É necessário criar novos transportes, assentes nas necessidades pontuais dos munícipes a funcionar a pedido; Defendemos a modernização da Linha do Vouga entre Aveiro e Espinho, bem como a redução da portagem da A32, que está muito cara e em que uma redução para 50% seria justa; Defendemos uma melhor ligação à A29 e à A1. As obras recentemente feitas com rotundas foram pouco eficientes.

Para além disso, o que está a ser feito e o que falta fazer para termos uma cidade mais sustentável?
Há medidas na área económica que o Município pode implementar, mas esta é uma área que não depende só do município.

O desporto tem se tornado um hábito cada vez mais recorrente na vida das pessoas.
De que forma é possível potenciar a oferta desportiva na cidade, como fator atrativo
para a população mais jovem?
Deve potenciar-se, em primeiro lugar, o desporto para todos. O exercício físico como uma necessidade saudável para todos. Proporcionar espaços e equipamentos que mobilizem a população a praticar desporto.

Deve apoiar-se o desporto competitivo. Todas as coletividades que promovam desporto.
Todas as modalidades existentes e as novas modalidades que se possam criar.

As instituições de voluntariado existentes na cidade são uma boa forma para que as
pessoas intervenham na sociedade e contribuam para melhorar S. João da Madeira.
Que importância considera que estas instituições têm na vida dos jovens sanjoanenses?
O Município deve apoiar o voluntariado que se crie nas instituições desde que esse voluntariado não conflitue com emprego. Isto é: num lugar onde é preciso um trabalhador coloca-se um voluntário e assim não é preciso pagar salário. Esta é uma realidade que não podemos admitir.

Desde as suas lembranças em criança, que alterações positivas existiram e que
melhoraram a sua qualidade de vida na cidade de S. João da Madeira? E o que ainda pode ser alterado para melhorar a vida das gerações futuras?
S. João da Madeira é a minha cidade, tem um passado e uma história vinculada à indústria e à cultura do trabalho, com gentes com um passado de luta e reivindicação por condições justas e de melhoria das condições de vida. Este historial deve-nos incentivar à procura por uma melhoria geral não só da cidade, como das condições para quem aqui vive, estuda ou trabalha. Esta é, para mim, a marca que S. João da Madeira deve procurar.

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