Autárquicas 2021

Jorge Sequeira mantém coligação longe, segura maioria e quinto vereador

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A projeção da Intercampus para o jornal ‘O Regional’ aponta para um resultado claro nas eleições do próximo domingo: Jorge Sequeira (PS) será reeleito presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, com 51,4% dos votos.

A projeção da Intercampus para o jornal ‘O Regional’ aponta para um resultado claro nas eleições do próximo domingo: Jorge Sequeira (PS) será reeleito presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, com 51,4% dos voto, contra apenas 30,6% da coligação ‘A Melhor Cidade do País’, liderada por João Almeida. A sondagem, realizada com voto simulado em urna, revela ainda um número substancial de indecisos (6,5%) que podem ser determinantes para confirmar a distribuição de mandatos projetada - cinco para o PS e 2 para a coligação.

Numa sondagem realizada presencialmente pela Intercampus para ‘O Regional’, com 401 entrevistas e simulação de voto em urna, Jorge Vultos Sequeira é apontado como o grande vencedor das eleições autárquicas 2021 no concelho de S. João da Madeira. O atual presidente da Câmara Municipal, eleito em 2017 com maioria absoluta, segura o resultado de há quatro anos e mantém – a confirmar-se esta projeção de resultados – os cinco mandatos na autarquia sanjoanense.
Seja qual for o método de análise, a distância do candidato socialista para a concorrência revela-se confortável. Nas intenções diretas de voto (ver segunda tabela na pág. 3), que integram resultados da abstenção e de indecisos, Sequeira colhe 35,2%, enquanto João Pinho de Almeida (PSD/CDS-PP/IL) tem apenas 20,9%. Tal como em 2017, há uma grande concentração dos votos nas duas principais candidaturas, com CDU, Bloco, CHEGA e Nós Cidadãos a não atingirem os 5% de intenções de voto.
Olhando a abstenção, as entrevistas da Intercampus apontam que 26,9% de eleitores não vão votar no próximo domingo. Já a percentagem direta de indecisos é de 4,7%, e de brancos ou nulos de 3,7%.
Optando por excluir a abstenção, o dado mais relevante são os 6,5% de indecisos, a que se soma uma percentagem bem mais elevada de votos brancos ou nulos (5,1%) do que aquela que se registou, quer em 2013 (3,62%), quer em 2017 (2,67%).
Finalmente, na projeção final de resultados, já excluindo os indecisos e os abstencionistas, o PS confirma a maioria absoluta com 51,4% e os cinco mandatos na Câmara Municipal. João Pinho de Almeida e a coligação ‘A Melhor Cidade do País’ ficam-se pelos 30,6%, não ultrapassando os dois mandatos que PSD/CDS-PP já têm atualmente. Nesta projeção, ambas as forças políticas ficam aquém dos resultados obtidos nas últimas autárquicas, em que o PS registou 55,37% dos votos e a coligação de centro-direita teve 32,23%.
Nos restantes partidos, há duas notas relevantes: por um lado, o Bloco de Esquerda, liderado por Sara F. Costa, que teve 2,41% em 2017, e apresenta-se com uma projeção de voto neste estudo de opinião de 4%. Já o CHEGA, de Pedro Lisboa, estreante em autárquicas, e quase sem realizar ações de campanha, tem 3,3% na projeção de votos e 2,2% nas intenções diretas. Quanto à CDU, de Jorge Cortez, segura o eleitorado de há quatro anos, com 4.4% na projeção de votos, mas não cresce. O Nós Cidadãos, com Manuel Londreira, não chega a 1% do eleitorado.

Coligação aproxima-se nos 35-54 anos. PS afasta-se nos seniores.

Olhando para a estratificação etária do estudo de opinião elaborado para ‘O Regional’ (ver tabela), verifica-se que é na população acima dos 55 anos que o Partido Socialista soma maior distância. Numa amostra de 137 entrevistas realizadas naquela faixa etária, mais de 50% revela intenções de voto no PS; enquanto que a coligação liderada por João Pinho de Almeida reúne apenas 26%. Quanto aos géneros, há também uma prevalência clara do voto feminino na candidatura de Jorge Sequeira, com 51% das mulheres a eleger o candidato do PS, para apenas 29% optarem pela coligação PSD/CDS-PP/IL.
Esta sondagem (ver ficha técnica) foi realizada pela Intercampus para o jornal ‘O Regional’. O método de entrevista foi presencial, com simulação de voto em urna. A margem de erro máxima é de 4,9%, para um intervalo de confiança de 95%.

 

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