Cultura e Lazer

Ex Serafim Leite finalista em concurso do Portugal Fashion

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Esmeralda Dias, ex aluna da Serafim Leite e recém-licenciada em Design de Moda, foi finalista no concurso EcoDesign BLOOM do Portugal Fashion. A fazer estágio com o sanjoanense Hugo Costa, quer continuar a trabalhar para ter a sua marca - ZALDA

A jovem de Arrifana foi uma das três pessoas selecionadas na ESAD, onde em julho concluiu a licenciatura em design de moda, e uma das cinco a chegar à final do concurso, cujo desfile decorreu em julho, em Famalicão.
Foi na altura do secundário, feito na Serafim Leite, que começou a perceber melhor o que gostava, apesar de sempre ter gostado de ilustração. “O design parte da ilustração, sem ilustração não dá para criar”, realça, contando que, já antes, as suas prendas em aniversários eram desenhos.
A ideia da moda surgiu na adolescência, numa altura em que “os adolescentes gostam de moda, mas ainda não sabem bem o que é”.
Apesar de o curso de artes ser “mais geral, sem grande exigência, como aponta, estudar na Serafim Leite foi “uma boa experiência” que contribuiu para a sua formação “noutros sentidos”. “Foi a melhor escola em que andei. Gostei muito porque nota-se que é uma escola onde — na altura, não tinhas as melhores condições, ainda não havia obras — as pessoas que dão aulas, e mesmo os alunos, fazem o que podem com o que têm”, sustenta.
Foi lá que descobriu o que gostava de fazer na ilustração, com um professor de desenho a incentivá-la a experimentar mais. “E foi quando comecei a fazer alguns desenhos que ainda hoje me elogiam”, refere.
Esmeralda Dias costuma frequentar feirinhas de arte, na zona do Porto. “Não vendo assim tanto, mas é uma boa experiência, estão lá outros artistas e é um convívio”, aponta.
Quanto ao concurso, que decorreu três dias antes da conclusão da licenciatura, já tinha criado o conceito e desenhado para uma ‘cadeira’ da faculdade e, depois, acompanhou a materialização. “Gosto de estar sempre a ver tudo na confeção, porque sou eu que dou a cara. Quando algo estava mal, eu dizia que tínhamos de fazer melhor e, no fim, ficou tal como queria”.
“Os concorrentes tinham de usar materiais sustentáveis e alguns que eles [organização] próprios forneciam, tinham relações com certos fornecedores”, acrescenta. Sobre o desfile diz ainda que foi “muito bom” e que o feedback foi sempre positivo.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3857 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 16 de setembro de 2021

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