Sociedade

“A pandemia mudou hábitos do consumidor”

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A Pandemia mudou hábitos, chegou com incertezas quanto ao futuro de muitos empresários e espaços comerciais. Tempos “difíceis” que aproximaram empresários da Associação Comercial e Industrial da cidade que garantiu “esperança” a quem tinha incertezas

O presidente da Associação Comercial e Industrial de S. João da Madeira (ACISJM) refere que a pandemia mudou hábitos das pessoas, de consumo, compra, e assegura que as empresas e o comércio, para sobreviverem nos próximos anos, terão de perceber que as rotinas mudaram a partir da pandemia e que é “impossível negar ou mesmo fingir” que nada aconteceu.
Paulo Barreira defende que “nada será como dantes” e com a chegada da pandemia surgiram muitas dúvidas, incertezas quanto ao futuro, aproximando empresários de variados setores à ACISJM. “Tentamos dar o conforto, dar esperança, pedir resiliência e ouvir, ouvir muito. Pedimos para confiarem em nós porque temos as bases de apoio que normalmente um pequeno negócio não tem, por falta de recursos qualificados”, enfatizou.
O responsável frisou que a ACISJM sentiu um “crescimento progressivo e sustentado desde a sua fundação” (24 de novembro de 2016, um desejo antigo de muitos empresários do comércio e serviços) e revela que ao longo dos anos tem sido possível “traçar linhas orientadoras” que têm permitido criar “bases logísticas e os demais recursos” para permitir desenvolver as atividades das quais a ACISJM se propõe.
Relativamente aos desafios para os próximos tempos, Barreira proclamou que a evolução da sociedade e rotinas, práticas de consumo e as exigências do novo consumidor, fazem com que o futuro do comércio local tenha que ser pensado. “Começa a ser urgente ter uma estratégia estrutural esclarecedora e que volte aproximar o consumidor às ruas e a gerar rede. “Um desafio que a ACISJM irá “apresentar” ao próximo executivo.
Relativamente à fusão com o clube dos empresários refere que veio trazer uma maior responsabilidade associativa. ”A verdade é que foi um esforço de vontades, tanto Associação Comercial como o Clube dos Empresários têm objetivos semelhantes e uma visão partilhada sobre os novos desafios. Não fazia sentido o comércio e a indústria não se unirem.”
Barreira acentuou que, desde essa fusão, já foi possível envolver a indústria. Em parceria com o Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite foram colocados pequenos contentores para que as empresas depositem matérias de desgaste. “A ideia é que, depois, a escola os utilize nas aulas práticas, principalmente nas áreas da mecatrónica, eletrónica e informática. Desta forma contribuímos para um reaproveitamento de materiais”, afirma.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3857 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 16 de setembro de 2021

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