“O PS também defendia competências para a Junta. Chegado ao poder, arrependeu-se”.

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Um centro gerontológico e um gabinete para extinguir a pobreza são medidas que a CDU quer implementar se chegar ao poder da Junta de Freguesia. Joana Dias candidata à Assembleia de Freguesia é favorável à transferência de competências.

Jornal O Regional – Está preparada para ser a próxima presidente da Junta de Freguesia (JF)?
Joana Dias- A escolha do primeiro candidato/a nas listas da CDU, passa por uma profunda discussão coletiva, e, se não me sentisse capaz ou à altura de assumir um projeto tão importante, não o teria aceitado quando o meu nome foi proposto. Sigo a minha vida com valores bem presentes e a honestidade é um deles, não seria honesta comigo nem com os sanjoanenses se assumisse levianamente esta tarefa.
Sou candidata à JF de S. João da Madeira, com a convicção profunda de que sou capaz de trabalhar em prol da população e em torno de um objetivo - uma vida mais justa para todos. É importante interpretar o mundo, mas não menos importante contribuir para transformá-lo. Eu estou empenhada nisto!

Quais os seus projetos para a função a que se apresenta?
Temos apresentado vários projetos que visam melhorar a freguesia e a vida dos sanjoanenses.
Entendemos que o apoio financeiro que a Câmara Municipal (CM) tem assumido perante a freguesia é realmente reduzido. O desenvolvimento de projetos com a juventude e idosos, do trabalho na área social, ou no apoio ao movimento associativo, que a freguesia sempre numa perspetiva de parceria com as associações deve prestar, não é compatível com estes apoios.
Sempre defendemos a transferência de competências do município para a freguesia. O PS também defendia quando era oposição, mas, chegado ao poder, “arrependeu-se” e deixou tudo como estava. Entendemos ser absolutamente necessário transferir competências na área social. Dar voz à freguesia nesta área, que tem, pelas suas características, mais vocação para estar mais próximo dos cidadãos. Se implementada, esta será uma medida que irá agilizar grandemente a ação social junto dos mais vulneráveis.
A JF devia de liderar, politicamente, o apoio às pessoas mais carenciadas nomeadamente: criando um gabinete de intervenção no combate à solidão da terceira idade; garantindo o apoio domiciliário integrado a todos os idosos que necessitem; criando um centro gerontológico; apoiando as condições de acolhimento às vítimas de violência doméstica; criando centros de convívio que contribuam para a manutenção dos idosos no seu meio sociofamiliar; elaborando a carta social com informação atualizada da localização, tipologia, capacidade e tipo de valências sociais existentes na cidade, com vista a um planeamento mais eficiente; criando um gabinete para estudar e propor ações de combate e extinção da pobreza; estimulando a participação da comunidade no desenvolvimento de projetos no âmbito de combate às dependências.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3855 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 2 de setembro de 2021

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