Sociedade

Fábrica de calçado Armando Silva vai encerrar e deixa no desemprego 60 pessoas

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A fábrica de calçado Armando Silva, empresa de referência em S. João da Madeira, com 75 anos de experiência na indústria do calçado masculino de gama alta, vai encerrar até final do ano e dispensar cerca de 60 pessoas.

Trata-se da terceira grande empresa de calçado a encerrar nos últimos tempos em S. João da Madeira. Primeiro foi a Helsar, que era conhecida por ter calçado Pippa Middleton no casamento real britânico. A empresa enviou para o desemprego, em dezembro de 2019, cerca de 58 trabalhadores. Em março de 2020, a empresa Evereste anunciava também o seu encerramento, dispensando 54 trabalhadores.
Na última terça-feira, dia 30, Fernanda Moreira, dirigente da distrital de Aveiro do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins, anunciava o encerramento da Armando Silva, após anos de dificuldades, que se agravaram com a pandemia.
A sindicalista assegurou a ‘O Regional’ que este encerramento não apanhou o sindicato nem os trabalhadores de surpresa. “Sempre pensei numa reestruturação e não neste desfecho. Na verdade, os rumores que a Armando Silva ia encerrar corriam de boca em boca na cidade desde 2020. Com a pandemia da covid-19, as dificuldades agravaram-se. Estão sem vendas e a empresa escolheu mesmo encerrar com dinheiro, para poder pagar aos funcionários”, realçou.
A representante sindical refere que os trabalhadores receberam nesta altura a notificação final do despedimento coletivo e explica que o quadro de pessoal não vai sair todo ao mesmo tempo, mas até ao final do ano todo o processo ficará concluído. Segundo o sindicato, entre os trabalhadores da Armando Silva há muitos casais e diferentes idades.
A sindicalista assumiu que todos os funcionários da empresa “estiveram sempre informados das dificuldades da fábrica”, uma vez que a administração “foi sempre muito transparente, não escondendo as dificuldades que estavam a sentir”, o que leva nesta altura os trabalhadores a terem um comportamento diferente para com a direção da empresa. “Estão tristes, mas estavam já a contar com este desfecho”, confirma. Ainda segundo Fernanda Moreira, a empresa terá garantido ao sindicato que assegurará todas as formalidades que a lei determina.
Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3855 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 2 de setembro de 2021

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