Sociedade

Novas automotoras não vão chegar à Linha do Vouga

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O Movimento Cívico pela Linha do Vouga manifesta-se “desiludido”, uma vez que as novas automotoras anunciadas pelo Governo não vão chegar à Linha do Vouga. Pedem ainda a intervenção dos autarcas da região que, ao que parece, “estão unidos“.

Mostram-se “desiludidos”, depois do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que é natural de S. João da Madeira, ter anunciado, na conferência após o Conselho de Ministros, que a CP vai comprar 117 automotoras elétricas: 62 para serviço urbano e 55 para o serviço regional, não estando prevista a aquisição de material de via estreita para a Linha do Vouga.
“Estamos revoltados, porque o Governo para o resto da rede ferroviária investe e, na Linha do Vouga, não”, refere Mário Pereira, do Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV).
Este responsável lembra a ‘O Regional’ que as atuais automotoras 9630 foram construídas em 1991 e vieram da Linha da Póvoa. “Com o desgaste acentuado pelo traçado sinuoso da linha, há avarias constantes, falta de peças, que se traduzem na situação atual”. O representante apela ao Governo e à CP que “tratem de adquirir material para a Linha do Vouga. Há mais linhas de bitola estreita no mundo, do que Bitola Ibérica, pelo que não deve ser difícil adquirir material, nem que seja em segunda mão”, enfatiza.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3854 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 29 de julho de 2021

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