Opinião

Que grande dilema para pais e professores!...

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No dia 9 de Junho de 2021. o Bloco de Esquerda e o partido Iniciativa Liberal apresentaram na Assembleia da República um projeto de lei, para a liberalização da cannabis que é uma droga já usada, para fins medicinais, mas cuja aplicação tem suscitado muitas dúvidas, nomeadamente, no campo da medicina. Estes partidos propõem que qualquer pessoa possa consumi-la livremente, desde que tenha mais de 18 anos. Ressalvam, como alibi, que é para acabarem com o tráfico que enriquece muita gente. Falam que já é permitida em alguns estados da América, no Uruguai e Canadá.
O bastonário da Ordem dos Médicos quis que estes se pronunciassem. Os médicos alertaram para as consequências que a cannabis provoca na saúde: Esquizofrenia, psicose, doenças respiratórias, devido à inalação de fumo, quando é fumada em charros, alteração na perceção do tempo e do espaço, quando se conduz, vómitos, alterações cerebrais a nível dos neurónios, pois fá-los funcionar mal.
Para os promotores do projeto de lei, o funcionamento das casas de venda da cannabis, devem distar das escolas 500 metros, tal como a venda de bebidas alcoólicas, mas permitem o cultivo de 5 plantas por pessoa.
Dizem proibi-la em recintos desportivos, escolas básicas e secundárias, nos transportes coletivos e estabelecimentos de saúde.
Afirmam que é uma droga leve, no entanto na América o tráfico das drogas duras aumentou significativamente, bem como o enorme consumo entre os jovens, porque a cannabis, quando não der o efeito desejado pelo consumidor, ele passa para as duras.
Nunca mais ninguém se pronunciou, e tudo emudeceu, sobre a legalização da referida cannabis, para fins recreativos, pois António Costa não quer polémicas neste campo, antes das eleições, para não perder votos, mas o BE diz que ela agora vai passar, pois foi chumbada em 2018, porque a ala do PS se dividiu.
No entanto, a Ordem dos Farmacêuticos foi muito contundente relativamente a este assunto.
Afirmou que a liberalização desta droga era um perigo para a saúde pública. Que nunca a venderiam nas farmácias, pois a sua missão era promover a saúde e não adulterá-la.
Afirmaram que outras drogas psicotrópicas: como o álcool e o tabaco que matam milhões de pessoas em todo o mundo e que é muito difícil fazer com que as pessoas as evitem ,quanto mais acrescentar uma outra ainda mais perigosa, pondo em causa a saúde.
Que autoridade têm os pais e os professores, para alertarem para o perigo das drogas, quando o próprio estado as vai levar a votação, como pretende o Be, o Pan e a IL?...
A minha filha mais nova, quando lhe queriam passar a droga, um dia disse-nos que na sua cabeça ressoavam as palavras que eu e o pai lhe dizíamos, sobre os perigos das mesmas, para que ela nunca as aceitasse.

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