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“Consegui chegar ao Benfica, mas ao fim de três meses pedi para ir embora”

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Flávio das Neves recorda a ‘O Regional’ as memórias da carreira – boas e más – e continua a lamentar a “falta de agressividade” que o podia ter levado mais longe. Ainda mais.

Em S. João da Madeira é “o Flávio” para toda a gente. Mas o trato simples e familiar esconde um currículo notável no futebol, tendo sido colega de equipa de Vítor Damas, orientado por José Maria Pedroto e presidido por Pimenta Machado no Vitória de Guimarães. Esteve ainda num Vitória de Setúbal, com Malcolm Allisson a treinador, e craques como Jordão, Eurico, Manuel Fernandes e Mészáros no plantel. Flávio das Neves recorda a ‘O Regional’ as memórias da carreira – boas e más – e continua a lamentar a “falta de agressividade” que o podia ter levado mais longe. Ainda mais.

RUI COELHO - O Flávio representou vários clubes da I Divisão durante a sua carreira de jogador, mas foi na Sanjoanense que passou mais tempo, enquanto jogador e mais tarde como treinador. Qual é a importância da Sanjoanense na sua vida pessoal e profissional?
FLÁVIO DAS NEVES - Tem muita, apesar de não ter começado no clube, foi através da Sanjoanense que eu consegui chegar à I Divisão. Quando regressei ao clube, deram-me a oportunidade de, no final da minha carreira, aos 38 anos, de começar como treinador dos juniores. Em seguida fui treinando outros clubes, voltei novamente à Sanjoanense e aí assumi a equipa sénior. Entretanto já regressei umas três ou quatro vezes, sou natural de São João da Madeira, sou sócio da Sanjoanense e a minha vida não só desportiva, como profissional, está diretamente ligada à Sanjoanense desde os 22 anos, quando cheguei ao clube como jogador, até agora, com 62 anos. É um clube que me diz muito, que me ajudou muito a crescer, porque o futebol ajuda à promoção social das pessoas, e se sou conhecido e acarinhado pelos sanjoanenses, na cidade e no país, muito devo àquilo que a Sanjoanense fez por mim. Costuma-se dizer que ‘santos da terra não fazem milagres’, mas no meu caso eu acho que nestes anos todos nunca falhei, as coisas correram sempre bem. Tenho quase a certeza que não vou terminar a carreira de treinador sem voltar novamente à Sanjoanense.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3850 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 1 de julho de 2021.

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