Opinião

Ligeira incursão à política...

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Sempre me defendi fugindo de discussões no âmbito da religião, futebol e política. Fugia, porque normalmente este tipo de discussões tem pouco de civilizado e de racional. A maioria das vezes leva as pessoas à exaltação, confiantes de que dessa maneira defendem melhor a sua “dama”. Na religião, não vale mesmo a pena... fui enganado quando era criança e nunca ninguém quis corrigir o erro. Claro, que não deixei de viajar pelos vários tipos de religiões, e, verificar o mal e o bem que faz às populações. Felizmente, para mim, nunca nenhuma me tocou. Na religião cada um tem a sua; o mal é quando, de uma forma forçada a querem passar aos outros. Neste campo, como em todos os outros haveria “muito pano para manga”, mas quem sou eu...
Hoje ficamos por aqui... e viramos para o futebol. Ah! O futebol: aqui é que é mesmo “paixões assolapatadas”, cada um puxa a brasa para a sua sardinha, e tudo se resume ao meu (leia-se clube) é melhor que o teu.
Na política, tudo é política... dizem alguns. Outros pensam que a política são os partidos, todos apregoam a verdade. Nietzsche dizia no seu livro “Assim falava Zaratustra”, “...se todos dizem a verdade alguém está a mentir”. Esta ideia levou-me a fugir dos partidos. Depois tudo é democracia, as minorias tentam mostrar os seus pontos de vista, mas pouco adianta, pois as maiorias acabam por os abafar. Franklin D. Roosevelt dizia a democracia é dois lobos e um cordeiro a discutirem o que vão comer ao almoço.
Um dia destes, ao ver um filme sobre um jornal de Nova Iorque, saltou-me uma frase que registei, e que em termos políticos é bastante oportuna: “A imprensa deve servir os governados e não os governos.” Infelizmente, nem sempre é assim. Hoje, para construir a minha crónica recorri a várias citações, assim vou terminar com uma de um escritor que descobri recentemente, Luís Aguiar-Conraria, no seu livro “A culpa vive solteira”, ele escreve: “A ciência económica, pelo menos a mais ortodoxa, tem uma visão única da sociedade, assumindo que cada pessoa atua essencialmente no seu próprio interesse. Não nega a existência de ações puramente altruístas, mas, para cada ação observada, o economista pergunta sempre se não haverá por trás algum motivo egoísta.” O mesmo autor acrescenta ainda que em ano de eleições as câmaras municipais baixam impostos e aumentam a despesa pública em obras como arranjos em mercados, novas rotundas, etc. Praças, esta sou eu que o digo...
Esta semana nos livros, um clássico, “A república” de Platão. Na música, Mark Knopfler.
Cuidado com as distrações... Fiquem bem!

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