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Casa do Vidoeiro um oásis no meio da Serra da Freita

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Em plena Serra da Freita, está a Casa Abrigo do Vidoeiro, uma antiga casa de guarda florestal, que foi recuperada. O Clube de Campismo de S. João da Madeira é o proprietário do espaço e Luís Coelho é o administrador.

Numa altura em que a pandemia nos tem obrigado a confinamentos e à fuga de grandes aglomerados, ‘O Regional’ foi à Serra da Freita (Arouca) para conhecer a Casa Abrigo do Vidoeiro, um equipamento que é propriedade do Clube Campismo de S. João da Madeira, direcionado para quem gosta de natureza, aventura e montanha. A casa foi inaugurada em 2012, mas esteve três anos sem ser utilizada por falta de luz elétrica. Atualmente conta com a administração de Luís Coelho, pessoa que, desde sempre, esteve ligado ao clube e um grande amante de natureza e de desportos de montanha.
No meio de um espaço idílico, na freguesia de Cabreiros, onde corre a nascente do Rio de Frades, a 1020 metros de altitude, fomos conhecer melhor uma casa que pode ser muito mais do que um local de lazer. Luís Coelho lembra que ela está preparada para receber equipas das mais diversas modalidades, que queiram fazer um pequeno estágio de preparação de uma época desportiva, trabalhando a parte cardiovascular, longe de toda a confusão da cidade. A casa tem capacidade para 25 pessoas, um espaço envolvente fechado, onde se pode ainda montar tendas e uma pista de treino funcional que surgirá muito brevemente. Aqui, contará com o apoio técnico de duas pessoas formadas em educação física, uma com vertente militar e outra civil, que irão criar estruturas muito simples para trabalhar a parte física, sem ter que recorrer a máquinas de ginásio, e trabalhando com o próprio peso corporal.

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Paralelamente, a casa está vocacionada e equipada para apoiar os amantes dos desportos de montanha, como o trail, trekking, BTT e o geocaching. Aqui pode encontrar quartos individuais, uma camarata, cozinha partilhada, espaço exterior comum, piscina natural, e longe de toda a confusão. “Ao mesmo tempo também queremos dar um bocadinho de apoio à falta de alojamento que o concelho de Arouca tem neste momento”, referiu Luís Coelho, que não deixou de afirmar que o que quer para a casa é que seja tudo menos “um alojamento local, ou um hotel, onde as pessoas dormem e vão embora”. Nesse sentido, admitiu que “quero que seja um ponto de referência, que crie vínculo das pessoas em passar o fim de semana na Freita, ficando na Casa do Vidoeiro”.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3842 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 6 de maio de 2021

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