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Suflagem: soprar o pelo antes de o transformar em chapéus

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Depois de cinco anos a trabalhar numa padaria, com “horários complicados”, Eva Magalhães teve “a oportunidade” de integrar a FEPSA, onde está há seis anos.
Aos 30, esta funcionária de Cucujães é sufladora. “Vem do francês e significa soprar”, explica, completando que “as máquinas sopram o pelo”.
Mas, para que as máquinas possam soprar o pelo, é preciso que alguém o coloque lá e esse é o seu trabalho. “Preparamos o pelo para a função seguinte, temos a responsabilidade de colocar o pelo certo e a máquina faz o trabalho”.
Responsabilidade é a palavra chave da suflagem. “É um trabalho mais de responsabilidade, não é de esforço, porque não é pesado, mas temos de ter a responsabilidade de passar o pelo certo”, aponta.
Nesta fase, há também a necessidade prestar “atenção ao tipo de pelo e manter o máximo de limpeza para sair tudo direitinho”. Por exemplo, “ter muita atenção para não misturar pelos”. “Não pode acontecer, seguimos um plano de trabalho e temos de saber o pelo que vai para cada máquina”.
Eva Magalhães considera que “o processo acaba por ser cíclico, mas não é monótono”, pois anda sempre “de um lado para o outro”. “Não temos de estar ali sempre, temos sempre coisas para fazer e gosto”.
O “cuidado” depositado em cada função é uma das razões pelas quais, no entender da sufladora, a FEPSA e os seus chapéus se distinguem.
Relativamente ao projeto do Turismo Industrial, Eva Magalhães entende que “é bom” e que também “foi melhorando” desde que trabalha na empresa.
“Quando comecei aqui a trabalhar não tinha noção de como se fazia o chapéu”, acrescenta, explicando que “as pessoas gostam” e “mostram interesse” em conhecer a FEPSA, sobretudo quem vem de fora do país. “Nós, portugueses, não ligamos muito ao chapéu, não usamos como acessório”, sustenta. “Quem vem de fora valoriza o nosso trabalho e é bom”, concretiza.
Questionada sobre se usa chapéu, Eva Magalhães responde, entre risos: “não, porque acho que não me fica bem, mas já mandei fazer cá um e tenho-o”.
Para Eva Magalhães, ser “valorizada” pela empresa faz com que goste de lá trabalhar e se sinta “mais motivada”.

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