Cultura e Lazer

Junta de Freguesia está a trabalhar para reavivar rancho folclórico

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A Junta de Freguesia de S. João da Madeira está a reunir informações sobre o Rancho Laborânia e quer ver pessoas de todas as faixas etárias a dançar, recuperando assim “as raízes” desta que foi uma localidade rural, antes de ser industrial.

Na Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira, que decorreu na quarta-feira, a Presidente da Junta, Helena Couto, informou que há três estagiárias da área do turismo a recolher informações sobre o Rancho Laborânia e manifestou a sua vontade de ver pessoas de todas as faixas etárias a dançar.

Até porque, em simultâneo, já há ensaios a decorrer, na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, conforme indicou a autarca a ‘O Regional’, já depois da Assembleia.

O processo de recolha de informação, que começou em abril, terminará em junho e Helena Couto espera que, a partir daí, ou seja, na altura do verão, já seja possível ter, em S. João da Madeira, um rancho folclórico ativo.

“A parte de informação e organização decorre até ao final de junho, depois, é uma questão de termos ou não termos pessoas” para dançar, disse ao nosso jornal.

De acordo com a autarca, na Assembleia, as três estagiárias estão a fazer um inventário do que existe (desde documentos a vestuário), numa sala, na Casa das Associações, “que era a sala ligada ao Rancho Laborânia”.

“Vamos fazer alguma campanha e sensibilização” para solicitar a todas as pessoas que estiveram envolvidas no rancho, ou tenham documentos ou trajes, o comuniquem “para complementar o trabalho”, acrescentou também.

“Somos uma cidade industrial, mas as nossas raízes são rurais” e “gostaríamos que esse rancho folclórico fosse composto por pessoas de várias idades”, salientou Helena Couto.

O Rancho Regional “A Laborânia” foi fundado em 1937, por António da Fonseca Alves e José Terra Júnior. Consequências da II Guerra Mundial (1939-1945) levaram a um período sem atividade, tendo a coletividade regressado ao ativo em 1984 e estando agora novamente num período de inatividade, que dura há cerca de uma década.

Fez também parte da Federação do Folclore Português, entidade que a Junta de Freguesia está a contactar, no sentido de “saber quem eram os associados” e obter mais informações.

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