Educação

O olhar dos jovens na construção do seu futuro

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A voz da experiência...

* Ana F. Gual (25 anos, Fisioterapeuta e prof. de Dança) - A minha experiência, como deputada no «Parlamento de Jovens», foi bem positiva, já que me permitiu analisar e discutir assuntos cruciais para a sociedade. Além do convívio com outros jovens, que partilhavam as mesmas preocupações, tive, também, o privilégio de visitar a Assembleia da República e de assistir a uma sessão parlamentar. Em 2010, efetuei uma das reportagens da Sessão Nacional, um facto inesquecível pelo contacto com figuras da política nacional. Esta experiência mostrou que, para além de se saber argumentar, é essencial saber ouvir o outro e respeitar as suas opiniões.

* Samuel Tavares (23 anos, 6.º ano de Medicina) - Olhando para trás, consigo perceber a relevância desta experiência. Ainda que, então, tenha apreciado, sobretudo, o direito que tive ao voto numa sessão da Assembleia da República, hoje, entendo melhor a sua dimensão no meu desenvolvimento. Foi uma das iniciativas que mais me alertou para o conjunto de aptidões que ultrapassam os bons resultados escolares. Contactei com pessoas mais capazes do que eu na arte da retórica, o que contribuiu para me tornar mais consciente das distintas formas de que a inteligência se pode vestir. Percebi as minhas limitações e a peso de nos expormos ao que foge à nossa esfera de conforto. Alcancei, na altura, o acesso à sessão nacional e aí compreendi o valor do trabalho na obtenção dos nossos resultados. Acima de tudo, conservo a crença de ter enriquecido com este projeto de uma forma que o percurso escolar normal, por si só, não teria permitido.

* Luís Neves (22 anos, 3.º ano de Contabilidade) – O «Parlamento dos Jovens» foi o abrir de uma porta que, até hoje, não se fechou. Ajudou-me a crescer, ao nível académico e pessoal. Por isso, continuo a agradecer a oportunidade que este grande projeto me deu. A realidade é que vivemos num país no qual é visível um afastamento político e projetos como este permitem que os jovens atuais lutem, para que a sua voz seja ouvida.

* Inês Silva (21 anos, Mestrado em Design de Interiores) - O «Parlamento dos Jovens» promove o debate democrático, contribuiu para uma postura mais ativa no que diz respeito à vontade de investigar, analisar e resolver questões que possam afetar o presente e o futuro individual e coletivo. A partir desta experiência enriquecedora, tive a oportunidade de dar a conhecer novas ideias na Casa da Democracia e de que me orgulho.

A voz da atual paixão...

Maria J. Santos | 11.ºA - É crucial escutar-se a voz dos jovens, considerando que envolver os mesmos num projeto desta índole constitui um preditor do seu envolvimento na vida política. Se queremos um país assaz democrático, esta é uma das iniciativas que mais proporciona conhecimentos, viagens, novos contactos e momentos que nos marcam para a vida.

Diana Cardoso | 12.ºA - Participar neste programa tem sido uma experiência incrível e premente para o meu crescimento pessoal. Sempre acreditei que devemos lutar por um mundo mais justo, defendendo aquilo em que acreditamos. Aqui, percebi que é possível transformar o mundo, porque a nossa voz e os nossos ideais são ouvidos. Iniciativas como esta são o caminho para mostrar à nova geração que a participação na política faz a diferença.

Ricardo Mendes | 12.ºA – Pessoalmente, incentivo os alunos a participarem em projetos relacionados com a vida política, porque ajudam a criar um pensamento crítico, a marcar um lugar ativo na sociedade - através da nossa opinião e voto - e a fomentar a relação entre os jovens.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3840 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 22 de abril de 2021.

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