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Quem controla chapéus da FEPSA?

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A 1 de fevereiro de 2011 Vera Ferreira começou a trabalhar na FEPSA. Esta controladora de qualidade, de 40 anos, é natural de S. João da Madeira e mora em Arrifana.

Quando chegou à FEPSA, ficou na parte de acabamento dos feltros. Mas, a experiência que já tinha de outras empresas sanjoanenses como controladora, fez com que, um mês depois, lhe fosse lançado o desafio de ir para o controlo.
Cabe-lhe “garantir a satisfação do cliente, cumprindo com as especificações que ele pede”.
A partir das 8h começa a controlar chapéus “na medida da copa, na medida da aba, no peso e na cor, que é muito importante”. Depois, indica se o produto está de acordo com o pedido.
“Se o trabalho está todo bem feito, mandamo-lo para a goma, se levar goma; depois, voltamos a inspecionar; a seguir mandamos para o armazém para ser embalado e ir para o cliente”, explica a ‘O Regional’.
E quando não está tudo bem? “Quando o cliente reclama é a administração que indica se tem razão e lhe será devolvido o dinheiro ou se não tem”.
Quanto ao Turismo Industrial, confessa que, aquando as primeiras visitas, foi estranho. “Vinham ao nosso posto e diziam que cheirava mal...”, conta.
“Não sabiam o que era isto, tal como eu não sabia, antes de aqui trabalhar”, esclarece. “Nós nem sentimos o cheiro, porque trabalhamos com o produto, mas quando — sobretudo adolescentes — falam, acaba por ser engraçado”.
Hoje, vê o projeto com outros olhos. “Acho engraçado que vejam como o produto é feito, desde o início até ao fim, e como modifica tanto”, refere. “Sentimo-nos bem, as pessoas dão-nos valor quando estamos ali a trabalhar”, justifica.
É através do olhar e do tacto que se percebe “se o chapéu está bom”. A FEPSA distingue-se “pela qualidade extrema, de excelência”, bem como pelo gosto e dedicação dos seus trabalhadores.
São muitos os clientes da moda, “muito conceituados”, de diferentes zonas do mundo, e é “gratificante, às vezes, olhar para uma fotografia e saber que o chapéu é da FEPSA”.
Vera Ferreira é “feliz” a trabalhar nesta empresa sanjoanense, cuja relevância, na cidade dos chapéus, fala por si.

〈Quem faz o quê dentro de cada empresa sanjoanense? Quem são as pessoas que alavancam o desenvolvimento do concelho?
Roteiro industrial é uma iniciativa do jornal ‘O Regional’, que pretende dar a conhecer quem trabalha nas indústrias da cidade e contribui para a afirmação da identidade de S. João da Madeira.〉

 

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