Desporto

Paixão pelo futebol levou-o até ao Bahrain

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Nuno Costa, natural de S. João da Madeira é treinador de futebol desde que deixou os estudos universitários. ‘O Regional’ esteve à conversa com o jovem treinador, que agora diz que vai dedicar algum tempo a si, retemperando energias.

Nuno Costa, 39 anos, natural de São João da Madeira, formado em Ciências do Desporto e Educação Física na Universidade de Coimbra, é treinador de futebol desde que deixou os estudos universitários. Esta é uma paixão que sempre o guiou, apesar de ter sido atleta de basquetebol. Este sanjoanense, apesar da sua juventude, tem já um vasto currículo com passagem por diversos clubes, e uma experiência acumulada que o conduziu até ao Bahrain, onde foi selecionador nacional de Sub-16 deste país. A 30 de março terminou a sua primeira experiência internacional, e agora está de regresso à sua terra natal. ‘O Regional’ esteve à conversa com o jovem treinador, que agora diz que vai dedicar algum tempo a si, retemperando energias, a pensar no regresso ao mundo do futebol.

És sanjoanense de nascença, aqui crescestes e tens os teus amigos. Vamos viajar no tempo e falar um pouco da tua juventude. Onde estudaste?
Comecei a estudar nas EB1 das Fontainhas, escola da área da minha residência e mantive-me em S. João da Madeira até ao 9º ano de escolaridade. Mas, como queria seguir desporto, e nesse ano já não tinha vaga na turma da Escola Dr. Serafim Leite, foi com duas amigas para Oliveira de Azeméis. Mas, o facto de ter de me levantar muito cedo para ter de apanhar autocarro, saturou-me e, no 12º ano, como já havia vaga, consegui entrar na turma de desporto da Serafim Leite, integrando uma turma de muitos amigos, alguns deles colegas do basquetebol.

Curiosamente, o basquetebol foi a tua formação desportiva desde muito jovem, e não o futebol!
É verdade. Apesar de sempre ter gostado mais de futebol do que basquetebol, comecei a praticar a modalidade, por influência do Vítor Carregosa, um amigo e colega da escola. Ele jogava basquetebol e o pai era o treinador, e eu fui lá fazer um treino. Ele disse que eu tinha jeito e pediu à minha mãe para me deixar ficar. Não foi muito fácil convencê-la, mas lá acabou por aceitar e eu acabei por ficar 10 anos ao serviço da Sanjoanense, até ter ido para Coimbra, para a universidade.

Como é que do basquetebol foste parar ao mundo do futebol?
Apesar de jogar basquetebol, morava perto do Estádio Conde Dias Garcia e assistia a muitos treinos de futebol. Inclusive cheguei a ser ‘apanha bolas’ nos jogos dos seniores. Tinha muito gosto e até ia mais cedo. Mas, esse gosto começou quando tinha cinco anos e ia com o meu pai assistir a jogos de futebol, cá em S. João da Madeira ou ao antigo Estádio das Antas. O futebol sempre esteve dentro de mim. Entretanto, na Faculdade, no segundo ano, tive a possibilidade de escolher o futebol e não hesitei. Acho que foi a melhor opção que poderia ter feito. Depois, no quarto ano, em Erasmus, fui para Valência e fiz especialização em futebol. Regressei a Coimbra, fiz a minha tese sobre futebol e estagiei lá. Quando terminei o curso deram-me o nível um de treinador. Mas não fiquei por ali e fui fazer o nível dois a Braga.

Qual foi o primeiro clube com que trabalhaste?
Comecei no Valecambrense, como adjunto do Flávio das Neves, na antiga 3ª divisão nacional. Depois, passei pelo Fajões, no distrital de Aveiro, com o Américo Pinheiro. A seguir, mudei-me para o Cesarense, que também competia no mesmo campeonato, mas só fiquei cerca de dois meses, porque fui dar aulas em Almada. É que, enquanto era treinador, conciliava os treinos com a escola, tendo passado ainda pela Maia, Aveiro, Espinho, entre outras localidades. Foi aí que vim, pela primeira vez, para a Sanjoanense, juntamente com o José Viterbo, numa equipa técnica que também fazia parte o Rui Correia e o Manuel José. Nesse ano, subimos da 3ª divisão para a 2ª B. Andei assim por alguns anos. Mas não fiquei por aqui e fui para o Milheiroense. Nessa altura, estava a dar aulas em Tábua, e só vinha duas vezes por semana. No ano seguinte, e já a dar aulas em Cabanas de Viriato, fui convidado para ir para o Portimomense.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3839 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 15 de abril de 2021.

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