Opinião

As saídas da Zona Industrial das Travessas

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A interrupção de trânsito na Rua Manuel Vieira Araújo, condicionando a circulação entre Zona Industrial das Travessas e a Rua do Vale, voltou a demonstrar a necessidade de melhorar os acessos aquela parte da cidade.
A alternativa válida, para quem pretende deslocar-se de e para outras zonas de São João da Madeira, é seguir pela Rua Domingos José Oliveira.
Como se pode constatar, nas horas de ponta, uma única saída daquela Zona Industrial é sempre motivo para se criar uma enorme fila, que transtorna quem nela perde o seu tempo, não se movimentando de forma rápida no regresso a casa, podendo prejudicar o controlo emocional, atendendo à necessidade de cumprir horários.
Mesmo com o fluxo normal, com acesso à Rua do Vale, junto à Rua das Águas, sem constrangimentos, a rotunda junto ao lugar da Ponte, na Rua da Liberdade, condiciona o trânsito.
Problema antigo na cidade que tarda em ser resolvido.
A dinâmica empresarial do concelho é demonstrada por um pequeno périplo na Zona Industrial das Travessas: novos arruamentos, novos aterros, novos pavilhões, novos parqueamentos, firmas em expansão, outras recuperando unidades antigas (não ver a característica torre da Califa é estranho), observar o cuidado em preservar elementos icónicos, como a chaminé da Cortadoria são tudo sinais da forte atividade económica, contribuindo para manter níveis de emprego, apesar de toda a conjuntura não ser propícia a investimento.
A expansão para sul, com loteamento promovido pela Câmara Municipal de São João da Madeira, aproximou a Zona Industrial das Travessas da Estrada Nacional 227.
É extremamente atraente a ideia de construir uma ligação entre uma das rotundas daquela estrada e a referida Zona.
Em primeiro lugar pela ligação em si, pela dotação de mais uma entrada para um importante polo industrial.
Em segundo lugar pela possibilidade de libertar algum trânsito da rotunda do lugar da ponte. Algum do movimento mencionado em parágrafo anterior destina-se para freguesias vizinhas – São Roque, Nogueira de Cravo e Cucujães – e mesmo para alguns lugares situados no extremo sudeste do concelho e assim quem sai das Travessas tem uma melhor possibilidade para aceder ao seu destino. Neste ponto, outra importante eventualidade é condicionar o trânsito de pesados, retirando-lhes a acessibilidade a esta rotunda, encaminhando-os para a nova, a criar.
Por último e não menos importante, esta ligação permite aproximar duas Zonas Industriais da cidade (a vizinha Devesa Velha é mesmo ali ao lado), dando outro valor aos terrenos situados nas suas adjacências.
Este melhoramento, quando construído, pode criar uma via estruturante pelos extremos nascente e sul do concelho, excessivamente industrializados, ligando sem dificuldade quatro polos (aos dois mencionados junte-se a Sanjotec, com acesso por Rua dos Fundões e daqui facilmente se acede ao Orreiro), permitindo movimentações entre empresas locais e não só. Podendo ser igualmente relevante para cargas e descargas, para recolhas eficazes das grupagens, tão importantes hoje em dia nas exportações, por agrupar mercadoria de um ou vários expedidores, para um ou vários destinatários.
No fundo, abre-se a hipótese de o ordenamento de território ser muito melhorado, criando-se uma cintura externa industrializada, separada da parte habitacional, de comércio e de serviços, com faixas de parques, manchas arbóreas a delimitar as diferentes áreas.
O beneficiamento previsto, não retira do debate a necessidade de se criar uma nova entrada, pelo IC2, no norte da cidade. A diligência dos agentes económicos será decisiva para a aclarar a discussão.

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