Sociedade

Receita dos parquímetros com quebra superior a 30 mil euros nos primeiros meses do ano

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Continua suspensa a cobrança dos parquímetros no concelho de S. João da Madeira, na sequência de proposta do Presidente da Câmara, aprovada em reunião do executivo no final de janeiro passado.

De acordo com informação obtida pel’O Regional junto da Câmara Municipal, a perda de receita resultante dessa medida nos primeiros três meses do ano é de mais de 30 mil euros, comparativamente ao mesmo período do ano passado, devendo ter-se em consideração, no entanto, que na segunda metade do mês de março 2020 o pagamento nos parquímetros da cidade também esteve suspenso.
Nesse primeiro trimestre do ano passado, a receita dos parquímetros foi superior a 45 mil euros, sendo que, no período homólogo deste ano, foram arrecadados pouco mais de 15 mil euros. Aliás, ainda segundo informação da autarquia, o valor mais elevado de 2020 havia sido registado em janeiro, com cerca de 28 mil euros.
Daí em diante, os valores mensais nesta matéria não chegaram sequer aos 20 mil euros, sendo que, de meados de março até 25 de maio do ano passado, a Câmara Municipal suspendeu também o pagamento nos parquímetros da cidade, igualmente no quadro da covid-19.

Ainda não há data para fim da suspensão

Não está ainda definida uma data para que o pagamento seja retomado, mas deverá acontecer em breve, até porque a autarquia lembra que, embora suspensos devido à Covid-19, “os parquímetros constituem, com o aumento da circulação, importantes instrumentos de ordenação e regulação do estacionamento, possibilitando uma maior disponibilidade de lugares de estacionamento, com impacto positivo ao nível da mobilidade e da acessibilidade em S. João da Madeira”.
Este ano, a decisão de suspensão do pagamento do estacionamento à superfície e, consequentemente, da fiscalização efetuada pela PSP foi tomada foi aprovada por unanimidade em reunião extraordinária do executivo municipal, realizada no final de janeiro.
Para sustentar esta decisão, o Presidente da Câmara, Jorge Vultos Sequeira, teve em consideração “o dever de recolhimento domiciliário e o encerramento de inúmeros estabelecimentos comerciais e, desse modo, a consequente diminuição de veículos em circulação e a mitigação das necessidades de regulação da oferta pública de estacionamento”.
Essa realidade decorreu da renovação o estado de emergência e da “situação epidemiológica”, mormente o aumento de casos covid-19 registado no início de 2021, quer ao nível nacional, quer ao nível municipal, bem como “o impacto da crise pandémica na situação económica e social”. S. João da Madeira tem cerca de 850 lugares de estacionamento à superfície com parquímetros.

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