Desporto

APROJ - 12 anos a promover a juventude 

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A APROJ nasceu a 3 de abril de 2009, com o intuito de formar uma associação de jovens e para os jovens. Na sua génese estão os campos de férias “5 Semanas". Hoje conta com voleibol modalidade que não fazia parte da oferta desportiva da cidade.

Na passagem do 12º aniversário e em altura de eleições na APROJ, ‘O Regional’ falou com Rita Azevedo, presidente da direção, que se candidatou a mais um mandato à frente dos destinos da coletividade.

O Regional – Como e quando surgiu a APROJ?
Rita Azevedo – A APROJ nasceu a partir de um campo de férias que se organizava na cidade. O primeiro aconteceu em 2007, mas em nome individual. Victor Cabral organizou o “5 Semanas”, que depois deu lugar à formação da associação, com a implementação do voleibol, modalidade que não fazia parte da oferta desportiva na cidade, mas que era praticada nos campos de férias. Na altura foi feita a associação e, a partir de 2009 nasceram os campos de férias da responsabilidade da APROJ.

R – Como é que foram os primeiros anos?
RA – A organização dos campos de férias foi inicialmente um processo difícil. Havia um campo de férias muito histórico e nós tivemos de fazer as coisas de forma estruturada. Talvez só em 2015 é que demos um salto qualitativo e, a partir daí, fomos crescendo, tendo atingido em 2019 o nosso número máximo de inscrições. Em relação ao voleibol, a modalidade no clube teve altos e baixos. Não havendo um histórico na modalidade na cidade e não havendo locais para a sua prática, a sua implementação não foi fácil. Prova dessa dificuldade é que não existe Associação de Voleibol em Aveiro. Atualmente só contamos com equipas femininas em competição, mas já tivemos uma equipa masculina.

R – Quantos escalões é que têm?
RA – Neste momento temos seis escalões em competição. Abrimos esta época a equipa de seniores, como projeto piloto, com atletas da formação e de desporto escolar. Entretanto, para o ano temos as nossas juniores B, Sub-21, a sair, e queremos dar continuidade de uma forma mais sustentada.

R – O ano de arranque é que não foi o melhor, por causa da pandemia.
RA – Tentamos andar para a frente e a competição ainda arrancou. Mas depois, foi tudo suspenso, porque se trata da 3ª divisão nacional. Agora, a 19 de abril, vão retomar a atividade as juniores B e a equipa sénior. Já as equipas de formação apenas vão ter a possibilidade de treinar. Apesar das condicionantes nunca paramos de treinar, tendo os treinadores optado pelos treinos online e para trabalhar a análise de jogo, bem como ações de formação com jogadores de voleibol de praia e de pavilhão. Tentamos rentabilizar, mas as ideias começam a escassear.

R - Os campeonatos foram reestruturados?
RA – Vão ser feitas jornadas mais concentradas para conseguirem concluir os campeonatos. As juniores B estão em campeonato nacional, já as seniores no numa primeira fase é a nível regional. No entanto, tudo terá que terminar até final de junho.

Julho é mês de campo de férias

R – Julho é mês de campo de férias. O ano passado arriscaram fazer. E este ano, vai ser feito de igual forma?
RA – Sim. O ano passado tivemos muitas dúvidas porque era tudo novo, mas correu tudo bem, dentro das condições que tínhamos. Fomos obrigados a reestruturar todas as atividades, os monitores tiveram formação com a proteção civil mas, mesmo assim, foi uma gestão com o coração nas mãos todos os dias. Trata-se de crianças. No entanto, elas respeitam bastante os nossos monitores e seguem-nos como exemplo. E, felizmente, não tivemos nenhum caso no meio de cerca de 200 crianças. Não posso deixar de agradecer aos pais dos nossos meninos, que foram incríveis. Só conseguimos avançar para a realização do campo de férias porque temos pais que estão connosco há muitos anos e que sabem que nunca iríamos desleixar. Adaptamos tudo, inclusive a festa final, que foi em vídeo, e que foi disponibilizado aos pais. Tentamos dar um pouquinho de normalidade às crianças dentro do possível. Já em relação a este ano, provavelmente iremos seguir os mesmos princípios do ano passado, mantendo mais ou menos a mesma estrutura, com grupos mais pequenos e mais monitores.

Nova direção já eleita já pode trabalhar na preparação do Campo de Férias

R – Mas, isso obriga a um maior esforço financeiro?
RA – Claro. E, em sentido contrário, tivemos menos receita. No entanto, fomos obrigados a reinventar e descobrimos outras opções, como por exemplo o skate parque, algo que se veio a revelar como uma boa opção. Das fraquezas fizemos oportunidades. Acreditamos que mais restrições que as que tivemos o ano passado não deveremos ter. Tudo o que conseguirmos acrescentar vai ser bom.

R - Outro dos projetos da associação é o teatro. Foi interrompido por causa da covid-19?
RA – O ano passado, por altura do primeiro confinamento, suspendemos a atividade. Depois, no campo de férias o teatro foi retomado. Na verdade, foi no campo de férias de 2013 que nasceu o “Artes de Palco”, e que nos transportou, até ao Festival de Teatro de S. João da Madeira, no ano seguinte. No início do novo ano letivo, como as coisas não tinham melhorado, optamos por ter aulas online. No entanto, isso não foi impeditivo para que já tivessem uma peça pronta, que em breve será gravada em vídeo e posteriormente lançada para os pais terem a possibilidade de assistirem. E posso avançar que já estão a trabalhar outra peça, que poderá ser apresentada lá para o final do mês de junho, de preferência ao vivo.

Balanço positivo sustentado num crescimento cauteloso

R – Qual o balanço dos 12 anos da APROJ?
RA – O balanço é super positivo. Eu estou na direção há seis anos, mas já fazia parte na primeira constituição, mas sem poder de decisão. Vi nascer, crescer e, depois, em 2015 comecei a fazer parte das direções. E posso afirmar que o balanço é positivo, porque fomos crescendo de uma forma cautelosa, mas mantendo sempre a nossa ambição e o nosso foco. Ou não fosse o nosso lema ser uma associação de jovens para os jovens, sempre a criar coisas novas.

R - Dia 26 de março foi dia de eleições na associação. Os novos corpos sociais trazem renovação da equipa?
RA – O nosso objetivo é manter o caráter juvenil da associação, e nesse sentido, 50% das novas entradas são pessoas novas, mas que já conhecem a associação muito bem. Trata-se de alguns elementos que passaram pelos nossos campos de férias, tornaram-se monitores e estão ligados à APROJ de várias formas e cheios de vontade em trabalhar. Os mais velhos passam o testemunho aos mais novos e isso é que faz todo o sentido. Eu acredito que esta nova equipa é uma verdadeira lufada de ar fresco, com muito amor à associação. Este é um grupo descontraído onde toda a gente dá ideias e contributos, e que faz com que a APROJ cresça.

R – Quais os objetivos da direção para um futuro próximo?
RA – Nós chegamos até aqui e estamos aqui para ficar, demore o tempo que demorar. Queremos que nos olhem como mais uma oferta para a cidade. Queremos consolidar o voleibol, onde já contamos com cerca de 80 atletas inscritas e onde há muito potencial. Inclusive, já conseguimos levar duas atletas à seleção regional.

R – Com os sucessivos confinamentos não houve desistência de atletas?
RA – Felizmente não. Os nossos treinadores têm feito um excelente trabalho. Nunca paramos, e mantivemos os treinos online e diversas ações de formação. Acredito que está toda gente saturada dos treinos via digital, mas elas confiam que dentro de pouco tempo vão poder voltar aos pavilhões.

R – Mais um aniversário que não vai poder ser assinalado condignamente. Como é que vão ser as comemorações dos 12 anos?
RA – O ano passado, assinalamos de fora para dentro, com os nossos meninos dos campos de férias e as atletas do voleibol a fazerem-nos chegar testemunhos e declarações de paixão ao clube para publicarmos. Ficamos com a sensação de que estávamos todos juntos sem estarmos. Este ano, as comemorações são de dentro para fora. Começamos 15 dias antes nas redes sociais, assinalando um momento histórico da APROJ. Depois, no dia 3 de abril vamos ter uma surpresa que preparamos para todos, em conjunto com o pessoal dos campos de férias. Gravamos um hino da APROJ, escrito pelo nosso professor de teatro que será estreado. Para isso, juntamos várias pessoas ligadas à associação que tivessem algum dote de cantor, monitores do campo de férias, ex-participantes do campo de férias, atletas do voleibol, miúdos do teatro. E este será o momento alto das comemorações, mas com cada um em sua casa a ouvir e a sentir a história da APROJ.

R – Que desejo para os próximos tempos?
RA – Não pedimos muito, apenas que nos deixem trabalhar. Estamos cheios de ambição para fazer mais e melhor. O nosso objetivo é o de marcar as gerações jovens e dar-lhes um pouquinho de sentido à vida.

Eleitos novos corpos sociais

No passado dia 26 de março realizaram-se eleições na APROJ, com lista única encabeçada por Rita Azevedo. O ato eleitoral decorreu com normalidade na sede da associação e dentro das normas de segurança e higiene, evitando a concentração de pessoas. Desta forma, a nova equipa eleita já vai trabalhar na preparação do campo de férias.

Assembleia Geral
Presidente: Fábio Santos Resende
Vice-Presidente: Maria João Lopes Silva
Secretário: Filipa de Oliveira Gomes

Direção
Presidente: Ana Rita Laranjeira da Silva Azevedo
Vice-Presidente: Paulo Filipe Soares Figueiredo
Secretário: Vanessa Sofia Monteiro Oliveira Gomes
Tesoureiro: Ricardo Xavier Oliveira Ferreira
Vogal: Bárbara Filipa Rebelo Lopes Pessoa

Conselho Fiscal
Presidente: Maria Andrea Leite Madeira Dias
Relator: Edgar Fernandes Dias de Pinho
Secretário: Diana Catarina Tavares Vieira

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