Sociedade

Trabalhadores da ACAIS reivindicam vacinação da covid-19

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Os funcionários dos centros de dia e serviço de apoio domiciliário estão na linha da frente desde março do ano passado. Cuidam diariamente dos idosos. Até ao momento, não fazem parte da lista das prioridade para a vacinação.

“Não consigo encontrar uma explicação válida para que os funcionários dos centros de dia e serviço de apoio domiciliário não estejam na lista das prioridades para a vacinação da covid-19”, como aconteceu com os utentes e funcionários das Estruturas Residenciais de Pessoas Idosas (ERPI) e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. O alerta é do presidente da Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES) que afirma que, com a vacinação aos trabalhadores e idosos dos centros de dia e serviço de apoio domiciliário, era possível “travar cadeias de transmissão”.
Ricardo Pocinho mostra-se preocupado, uma vez que considera que “estamos a potenciar janelas de oportunidade para o vírus, pois estas pessoas vão todos os dias a casa dormir com a sua família e, no dia seguinte, vão visitar um conjunto de casas onde estão pessoas vulneráveis. Mas, por outro lado, são habitações onde, provavelmente, estão em contato com pessoas que ainda não foram vacinadas nem os seus familiares”.
Este responsável afirma a ‘O Regional’ que há muito que a ANGES defende que estes trabalhadores devem ser vacinados na primeira fase, dando como exemplo os profissionais da Associação Centro de Apoio aos Idosos Sanjoanenses (ACAIS) que, desde março do ano passado, mantém os idosos em casa.
Salienta também que “os utentes destas instituições só agora é que começaram a ser vacinados, porque, na sua maioria, têm já 80 anos, e a outra parte tem patologias graves”. Entretanto, ainda há gente que vai ficar de fora, porque não têm idade para a vacina ou doenças previstas para serem vacinados na primeira fase. “O que temos aqui é uma oportunidade para as cadeias de contaminação continuarem, porque estamos a falar de pessoas frágeis, idosas, que são visitadas por múltiplas pessoas, que se cruzam no mesmo dia com outras”.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3834 de O Re­gi­onal, pu­bli­cada em 11 de março de 2021.

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